Avançar para o conteúdo principal
LEGITIMIDADE

Muito recentemente, o presidente da autarquia poveira integrou uma delegação doutros autarcas para, junto do Ministro das Obras Públicas, protestar contra a introdução de portagens nas SCUTs (IC1/A28, no nosso caso).
Sobre este acontecimento, levanto duas questões.

Primeira questão: o nosso autarca foi protestar CONTRA as portagens (traduzindo os interesses dos poveiros) ou manifestar apenas a sua própria opinião, que é, como se sabe, favorável ao pagamento?
Se foi na segunda condição (como se veio a saber pelos jornais), o presidente da autarquia NÃO representou os seus munícipes, mas apenas ele próprio.

Segunda questão: a Assembleia Municipal aprovou, por UNANIMIDADE, e antes da supracitada deslocação, uma MOÇÃO (a enviar às entidades competentes) CONTRA o pagamento de portagens. É o teor e o valor desta Moção que qualquer representante do Município tem a obrigação de seguir, mesmo sendo contra a sua própria vontade.
Pelos vistos, tal não aconteceu.

Assim, parece carecer de legitimidade política a posição assumida pelo presidente da autarquia poveira, tomada à revelia de uma decisão unânime da Assembleia Municipal.

Comentários

José Leite disse…
Quantas vezes os presidentes não respeitam as assemblreias municipais?

Jardim, chegou ao ponto de dizer que as AM's eram desnecessárias, bastavam os executivos!

Os planos de actividades tantas vezes são adulterados pelos executivos!!!

As AM's, nos moldes actuais, são meros objectos decorativos... e é pena que assim seja!

Mensagens populares deste blogue

                                                    PORTUGAL E BRASIL      A próxima cimeira luso-brasileira, a 19 deste mês, vai juntar os mais altos governantes dos dois países para prepararem (ou assinarem?) nada mais, nada menos do que 20 acordos!      Esta é uma possível boa notícia.      Na cimeira serão tratados assuntos relativos, entre outros, a Defesa, Justiça, Saúde, Segurança, Ciência e Cultura. Ciente das suas responsabilidades, o Governo português terá recolhido opiniões alargadas e fundamentadas sobre cada uma das áreas, no sentido de melhor servir os interesses do povo que representa.      Destaco duas áreas de vital importância: Defesa e Cultura.      No âmbito da primeira, a Defesa, oxalá não nos fiquemos pela "ambição" da compra de equipamentos. Os interesses m...
                                            DOIS DEDOS DE CONVERSA      Cruzamo-nos à porta do estabelecimento. E como por vezes sucede entre pessoas educadas, nas hesitações do entra-e-sai, foi o costume: faça o favor; o senhor primeiro; primeiro o senhor; faça o favor.      Parecia contar já uma bonita idade, que se adivinhava pelo rosto cansado, enrugado. Estático, mirou-me através das lentes grossas dos seus óculos, a sondar as lonjuras das memórias e perguntou: "o senhor não é daqui, pois não?"      Não! eu não era dali.      Em geografia simplificada, foi o que lhe disse: "a minha cidade fica a dois ou três concelhos a norte daqui, junto à costa".      "Então somos vizinhos", exclamou com alegria.      Desnovelou a vida: muito novo saíra da terra porque naqueles tempos a vida era difí...
                      VINDIMAS, COLHEITAS E PROMESSAS      Normais fossem os tempos que vivemos e agora, mais mês, menos mês seriam os tempos de vindimas e de colheitas. Havia um calendário.      Agora já não se seguem as mesmas regras porque os homens tentam enganar a Natureza para melhor conseguirem os seus íntimos fins. E apenas os seus - nunca os dos outros!      Marco Túlio Cícero, nascido em 106 a.c., foi um talentoso advogado, filósofo, orador, escritor e político romano. Além dos muitos cargos políticos foi também militar, o que lhe deu a conhecer um outro lado da vida.      Num dos seus Tratados, Marco Túlio Cícero deixou-nos o seguinte testamento, fruto da experiência vivida e do seu pensamento:      "O Orçamento Nacional deve ser equilibrado. As Dívidas Públicas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pa...