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25 de Abril, 2006

Sinto, como se fosse hoje, o ar fresco daquela manhã de Abril;
Vejo, passados tantos anos, a alegria imensa estampada no rosto das pessoas;
Apertam-me, ainda hoje, os abraços da gente anónima, que agarra a Liberdade;
Conservo, por mim e por todos, a mesma esperança que abrimos naquela manhã
de Primavera.

Festeje, cada um, o 25 de Abril,
como quiser,
como souber,
como puder.
Grite, cada um, mesmo em silêncio, a alegria que lhe vai na alma.

Neste dia de Abril, esperança de náufrago nas tempestades da vida, relembro parte do poema «Liberdade», de Manuel Alegre:

(...) Teu nome onde exilado habito e canto

mais do que nome: navio

onde já fui marinheiro

naufragado no teu nome.

Sobre esta página escrevo

o teu nome: tempestade.

E mais do que nome: sangue.

Amor e morte. Navio.

Sobre esta página escrevo

o teu nome: LIBERDADE.





Comentários

Caro comandante...infelizmente poucos podem sentir hoje o cheiro da liberdade do 25 de Abril de 1974...

pois a Liberdade vei só para alguns... E infelizmente veio para muitos mas muitos mesmos que viviamcomo nababos no tempo de antes do 25 de Abril e que eram os seus mais dilectos defensores ( do Regime de salazar e de caetano)...nele foram promovidos e dele viveram faustas e lautas recompensas... e hoje auferem garbosas compensações...não lhe vou chamar comendas para não ofender os honrosos galardoados pelos legitimos trabalhos em honra deste País ainda com a "colónia" da Madeira...
O 25 de Abril, "infelizmente" está moribundo e vai morrendo a cada dia em que mais uma lauta reforma miliardária vai sendo dada sem que para tal o seu beneficiário tivesse descontado para o efeito...e este é apenas o cheiro mais visivel do moribundo e futuro fétido defunto...será que vai haver milagre?

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