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O DESACORDO

É sintomático o desacordo entre o PS e o PSD para a designação do novo Provedor de Justiça, uma situação que se vem arrastando desde há longos meses.
Uma tristeza!

Devendo o Provedor de Justiça ser um cidadão acima de qualquer suspeita, competente, sensato e isento em relação ao partido político a que pertence ou pelo qual nutre simpatia, este estado de coisas mostra que:

- em nenhum dos dois partidos políticos existem cidadãos que satisfaçam claramente àqueles requisitos;

- nenhum dos dois partidos políticos aceita o nome indicado pelo outro, provavelmente porque considera que o proposto Provedor não defenderá os seus interesses partidários;

- os dois partidos políticos pretendem, claramente, partidarizar o Cargo de Provedor de Justiça;

- para estes dois partidos políticos, a defesa dos direitos dos cidadãos, face à Justiça, é o que menos interessa.

Cá, no nosso burgo, o exemplo acima referido tem seguidores: a maioria PSD, que governa na Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, REPROVOU (sem argumentos válidos) a proposta do PS para a criação da figura do Provedor Municipal (à sua escala, uma espécie de Provedor de Justiça Local).
Pelo que desde então fomos observando, percebe-se muito bem que o Provedor Municipal seria um empecilho para o "regime" autárquico poveiro. Mas apenas para o "regime"!

Comentários

José Leite disse…
É pertinentíssimo este post.

Contudo o Provedor de Justiça, quando é de facto isento, é considerado «força de bloqueio», «empata», isto na acepção de quem exrce funções executivas...

Os jornais às vezes têm provedores do leitor. Nalguns casos são «homens de mão» que se limitam a sacar o seu, sem darem seguimento às reclamações.

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