Avançar para o conteúdo principal
BASTA!

Há cerca de um ano, uma revista estrangeira de intelligence prenunciava o fim do reinado de Musharraf como presidente do Paquistão.
Tendo analisado todos os parâmetros que mediam o autoritarismo (num clima de ditadura), a degradação da economia, o crescimento da corrupção, o agravamento das condições sociais do povo e, sobretudo, o caminhar rápido para a perda da Democracia (ainda longe de se consolidar), a "sentença" foi clara: Vá-se embora! Teimoso, e julgando-se seguro da sua força e do apoio dos seus amigos, não abandonou, então, o poder.

Acabou por ter de sair, há pouco tempo, sem qualquer resquício de dignidade (teve-a, algum dia?).

Os pasquitaneses respiraram de alívio.
Brevemente haverá eleições.

Comentários

José Leite disse…
O czar do Paquistão já estava preso por um fio...

Aquilo de suspender os juízes e a falta de segurança à candidata Butho foi a gota de água...
roscamoida disse…
o( czar) da póvoa está seguro, não
passa cartão ao pé descalso, só se
junta aos ricos, caciques,chicos
espertos,e a gente que tem muinto
dinheiro não interesa como.

Mensagens populares deste blogue

                                                    PORTUGAL E BRASIL      A próxima cimeira luso-brasileira, a 19 deste mês, vai juntar os mais altos governantes dos dois países para prepararem (ou assinarem?) nada mais, nada menos do que 20 acordos!      Esta é uma possível boa notícia.      Na cimeira serão tratados assuntos relativos, entre outros, a Defesa, Justiça, Saúde, Segurança, Ciência e Cultura. Ciente das suas responsabilidades, o Governo português terá recolhido opiniões alargadas e fundamentadas sobre cada uma das áreas, no sentido de melhor servir os interesses do povo que representa.      Destaco duas áreas de vital importância: Defesa e Cultura.      No âmbito da primeira, a Defesa, oxalá não nos fiquemos pela "ambição" da compra de equipamentos. Os interesses m...
                            PARLAMENTO EUROPEU E LÍNGUA PORTUGUESA       Sirvo-me de um artigo escrito por Anselmo Borges (padre e filósofo) no "Diário de Notícias" (14.04.2012), no qual me inspiro para destacar dois pontos:      - Vasco da Graça Moura, então director do Centro Cultural de Belém, suspendeu a aplicação do Acordo Ortográfico. Poucos tiveram a lucidez e a coragem de tomar idêntica decisão.      - O actual MNE, e então eurodeputado Paulo Rangel, escreveu: "o gesto no CCB é o início de um movimento, cada dia mais forte, de boicote  cívico a uma mudança ortográfica arrogante e inútil " (sublinhado meu).      Está a decorrer em Lisboa a Feira do Livro, que será aproveitada como montra de vaidades e discursos vazios, enquadrados na campanha eleitoral para as próximas eleições para o Parlamento Europeu. Em tantos discursos de "fervor patriótico"...
                                            DOIS DEDOS DE CONVERSA      Cruzamo-nos à porta do estabelecimento. E como por vezes sucede entre pessoas educadas, nas hesitações do entra-e-sai, foi o costume: faça o favor; o senhor primeiro; primeiro o senhor; faça o favor.      Parecia contar já uma bonita idade, que se adivinhava pelo rosto cansado, enrugado. Estático, mirou-me através das lentes grossas dos seus óculos, a sondar as lonjuras das memórias e perguntou: "o senhor não é daqui, pois não?"      Não! eu não era dali.      Em geografia simplificada, foi o que lhe disse: "a minha cidade fica a dois ou três concelhos a norte daqui, junto à costa".      "Então somos vizinhos", exclamou com alegria.      Desnovelou a vida: muito novo saíra da terra porque naqueles tempos a vida era difí...