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DOIS EXEMPLOS

Nicolas Sarkozy, tendo vencido as presidenciais francesas com larga vantagem, pensou que agora seria só deixar correr o marfim. Enganou-se.
Como se não lhe bastassem os problemas do divórcio, há apenas três meses, e agora novo casamento cheio de mediatização (comportamento que desagradou à maioria dos franceses), uma recente sondagem tirou-lhe 15 pontos na popularidade.
E porquê? Simples: as promessas económicas que fez não resultaram.
A aura do poder pode levar ao declínio.
" Mon petit chou, cuidado com as promessas!", ter-lhe-á dito Carla.

No Paquistão, o presidente Musharraf conseguiu, nos primeiros anos da sua governação, conduzir os destinos do país pelo bom caminho, sendo um dos principais as perspectivas da democracia.
A sede de poder parece ter-lhe subido à cabeça, e viu então que leis e tribunais eram um obstáculo para a continuação no poder. Solução: acabar com tais estorvos.
Quem lhe faz frente, por diferenças de opinião, conhece o caminho: afastado. Ficam à sua volta, amparando a cadeira, os subservientes.
A ânsia incontida de poder pode destruir um país.

Comentários

José Leite disse…
A «tentação totalitária»(que pode ter várias cambiantes, não só políticas...) para medrar, precisa de ter tudo sob controlo: poder judicial, poder mediático, poder clerical... dentre outros.

Quanto mais corrupto, mais tem apego ao poder... pois sabe que a saída do pedestal será penosa, daí...

O «filme» é de âmbito universal. Pode ver-se um pouco por todo o lado...
Anónimo disse…
No caso do francês, não sei até que ponto o despachar da ex para casar com Carla Bruni não estará no âmago da perda de popularidade.

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