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URBANISMO DOENTE

Se os planos urbanísticos não são respeitados, ou se até não existem quaisquer planos, pode-se dizer que o urbanismo está doente.
E para além dos males imediatos que isso a todos ( à maioria) acarreta, há um mal pior, que convém não esquecer: o mau urbanismo, resultante da incapacidade, da falta de abertura à população e de discussão pública, é prejudicial à Democracia.
Paulo Morais, professor universitário , manifestou na "VISÃO" (nº 733, de 22.03.2007), sobre isso, as seguintes opiniões:
"os pelouros de Urbanismo deveriam, em primeiro lugar, responsabilizar-se pelo planeamento do território em função do interesse colectivo";
"atente-se, por outro lado nos processos de revisão dos PDMs por esse país fora; averigue-se de quem são os terrenos que sofrem alterações de classificação de solos rurais para urbanos, sem o devido fundamento legal";
"muitas vezes, aqueles que são os gestores públicos estão ao serviço de lógicas partidárias que, por sua vez, se submetem a estratégias de negócios".

Comentários

José Leite disse…
Paulo Morais foi afastado da câmara do Porto pela lógica dos "barões". Rui Rio calou-se que nem rato. Diz-se seu amigo. Será que R.R. não percebe que as pessoas estão de olhos abertos?
Na câmara da Póvoa Paulo Morais não teria lugar. É demasiado sério, demasiado vertical, demasiado anti-testas-de-ferro!

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