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Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2006
OS «NOSSOS» ARQUITECTOS O número não faz a qualidade, mas conta. Não será fácil imaginar quantos arquitectos temos aqui, ao pé da porta. Na Póvoa e em Vila do Conde, entre residentes ou com escritório, ou no exercício doutras funções, ronda a centena! Qualidade não falta, tenho a certeza: há jóvens talentosos, que conhecemos, e outros profissionais com provas dadas, que são de todos conhecidos. O que acontece é que a Póvoa de Varzim não é sabida pelas obras concebidas pelos «seus» arquitectos. E devia sê-lo. A Póvoa não tem sido, decididamente, uma cidade de arquitectos. Para dar a volta a isto poderia organizar-se na Póvoa o «Mês da Arquitectura», com exposições executadas pelos arquitectos interessados, divididos em grupos e por semanas, em locais de referência, como o Diana-Bar, a Biblioteca Municipal e a Filantrópica, por exemplo. Seria um atractivo no cartaz cultural da Póvoa, um estímulo e um incentivo para os jóvens que poderiam descobrir aí a sua vocação, e uma prova de reconhe...
OPOSIÇÃO «Com oposições assim, o Governo vai andando, apesar de ter algum trabalho de casa mal feito ». (José Leite Pereira, in JN de 21.07.2006) Sem recorrer ao texto completo, percebe-se que o autor pretende classificar a Oposição ao Governo (as oposições) como gente mole, pouco activa, e sem alternativas credíveis para os problemas que o Governo vai (ou não vai) atirando para a liça. Ora, uma tal paz podre convém à governação, que vai orientando o barco como lhe convém. Isto não serve, está bom de ver, aos interesses da boa política de todos nós. Se transplantarmos este estado de alma para a governação caseira, pior ainda, porque os olhares do mundo nacional não são os mesmos dos de cá, e há apenas a oposição de um partido (um terço do executivo). Como se sabe, a Lei determinou um Estatuto da Oposição, que tem que ser respeitado pela maioria reinante; e a oposição tem igualmente o dever de estudar os assuntos a discutir, e apresen...
A ARQUITECTURA E OS CIDADÃOS »É tempo de exigir dos arquitectos que façam aquilo que sabem e que assumam a sua responsabilidade no ordenamento do território, na melhoria do ambiente urbano e na qualidade arquitectónica do que se constrói em Portugal» Arquitecta Helena Roseta, Bastonária da O.A. ( in «País Positivo», Jun-Jul 2006) E eu, cidadão, acrescento: Para além desta norma, responsabilidades acrescidas terão os arquitectos que detêm cargos no Poder Local ou que exercem funções nas Autarquias.
(DES)PROPORÇÕES Para se avaliar o grau de eficiência dos municípios, foram analisadas 269 autarquias no Continente, tendo-se concluído que apenas 10% são eficientes. A Póvoa de Varzim NÃO está incluída neste número. No Norte, de entre 86 municípios, são considerados eficientes: Braga, Vizela, Gondomar e Porto. Nem no restrito Norte a Póvoa é considerada como eficiente. Se fossem eficientes, os municípios portugueses podiam prestar os mesmos serviços com menos 43% dos recursos. A Póvoa ultrapassa em muito este valor. É de Elvas o bom exemplo de município eficiente: . 27 ooo habitantes . 278 funcionários . 31,3 M de Euros de Receita total (2005) . 25,5 M de Euros de Despesa total (2005) . Gastos com pessoal: 40% da despesa corrente . Endividamento total: 269 mil euros. Na Póvoa é o que se vai sabendo: . Habitantes: 63 500 . Despesas com pessoal: 48,5% das despesas correntes . Funcionários: muito superior a MIL (número exacto desconhecido).
O CIRCO O circo, para ser bom, tem que ser genuíno. Podem melhorar-lhe as roupagens, apresentar trapezistas mais arrojados, ou animais ferozes, que o circo será sempre o circo de que toda a gente gosta, desde que tenha palhaços. No último que chegou à cidade, não foi isso que aconteceu. Quiseram dar-lhe um ar de modernidade, mas não resultou. Tinha só palhaços ricos, e o povo não dispensa os palhaços pobres, que esses é que são a alma do circo. Quanto a animais, apenas aves de rapina amestradas. À volta do recinto, os trombeteiros ao seviço do patrão tocavam notas falsas. O dono do circo, de casaca e cartola, apresentou uma novidade ao pouco público presente: «vou mandar cavar uma galeria que vem directamente dos bastidores e terá várias saídas na pista, para aumentar a surpresa dos senhores espectadores». Alguém da audiência perguntou se nessa altura os bilhetes iam ser mais caros. Ia começar o espectáculo, e ouviu-se então um b...
MISERÁVEIS NÚMEROS O jornalista Ângelo Teixeira Marques assina a notícia do «Público» de hoje, 08 de Julho, sobre o programa de apoio às habitações degradadas apresentado pelo PS-Póvoa, e na qual inclui números do diagnóstico social do nosso concelho, elaborado pela própria autarquia. Números que mostram uma realidade triste que teima em passar ao lado das preocupações de quem tem por primeira obrigação do seu exercício cívico procurar o bem-estar dos munícipes; números que se escondem na injustiça social que cresce em cada dia que passa; números que representam pessoas excluídas do progresso e que gritam sem voz. Responsáveis somos todos, e de há muito, mas não tem perdão um Câmara PSD, esbanjadora, que sistematicamente ignora as carências e as prioridades, deixando de cumprir o seu compromisso social. Quando esta Câmara PSD e os seus deputados municipais (incluindo os presidentes de junta de freguesiaPSD, cúmplices na manutenção do quadro de misér...
UM PROJECTO SEM DEMOCRACIA Na próxima 5ªFeira, 6 de Julho, a Assembleia Municipal vai apreciar o projecto da Avenida Mouzinho de Albuquerque (incluindo a sua remodelação à superfície e a construção do parque de estacionamento subterrâneo), projecto que foi fabricado pela maioria PSD do executivo camarário. Se o projecto for aprovado, sê-lo-á apenas pela FORÇA da maioria PSD na Assembleia, sem qualquer base que o sustente com verdade. Os donos do poder TÊM que responder à questão da necessidade da construção do parque subterrâneo, ou seja, apresentar na Assembleia Municipal a JUSTIFICAÇÃO para essa construção, mostrando os estudos e os números que conduziram à sustentação de tal necessidade. Até que isso aconteça, o parque NÃO se justifica, e é um projecto que não passa de uma FALÁCIA.