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                                           O  POVO  UNIDO...

"Jamais será vencido, o povo unido", foi cântico de júbilo, autêntico; foi o sinal do caminho por onde passaria a empresa de construir um futuro - melhor futuro -, merecido.

Isso aconteceu há 40 anos!

Das trevas saíram abutres, que cresceram e se multiplicaram. Agrupados em seitas, para melhor reino. E, por causa deles, dos bichos, já o cântico não se escuta...

O Governo, sem governo, acentua sem cessar as gravosas e gravíssimas medidas que a quase todos sufoca, as quais incidem com particular violência sobre os militares, mas também sobre os restantes servidores do Estado, e com requintes de crueldade assassina os pensionistas e os reformados.

A "ordem" poderá ser parcialmente reposta pelo Tribunal Constitucional, a quem foram enviados vários pedidos de fiscalização sucessiva de normativos da Lei do Orçamento de Estado 2014, que integra atentados contra a devida confiança que o Estado tem de garantir aos cidadãos, mas que não cumpre.

No que respeita aos militares, nem tudo é conhecido porque não têm (nem podem ter) sindicato que os defenda, e a comunicação social é quase unânime na obediência cega aos "reizinhos de papel". Há, então, que que utilizar as poucas "armas" de que dispõem, como sendo levar para a opinião pública a indignação e a revolta que sentem pelas imposições de que são vítimas silenciadas.

Os militares, é garantido, não estão conformados!

Um primeiro sinal será dado pela "Iniciativa Pública" organizada pelas três Associações de Militares (Oficiais, Sargentos e Praças), que terá lugar no próximo dia 13 de Fevereiro, em Lisboa.
Um segundo sinal será o "Encontro de Oficiais", marcado para o dia 22 de Fevereiro, também em Lisboa, com a particularidade deste Encontro ser mesmo só para oficiais dos três Ramos das Forças Armadas, nas diversas situações (activo, reserva, reforma, voluntários, contratados), não podendo a comunicação social estar presente no anfiteatro. As decisões que aí forem tomadas irão reflectir-se, certamente, no futuro de todos nós, portugueses, e mesmo na indicação do rumo que o país deve seguir, perdido que anda.

Até lá, é indispensável não esquecer que "O Povo unido jamais será vencido"!



Comentários

Será que o povo tem a coragem de se unir?

Não me parece. Não desta vez.

Andam todos muito alheados.
Preparam-se para colocar lá os mesmos.
Para Isabel A. Ferreira:
Lentamente (ou nem tanto) e intencionalmente, foram desencorajando o povo. E o povo consentiu! Temo que o alheamento que se vai verificando contribua perigosamente para um destino que não desejo. Mas...às vezes acontecem milagres!

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