Avançar para o conteúdo principal
UMA CÂMARA EDIFICANTE!

A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim (CMPV) vai construir um Centro Comercial e Habitações no espaço que até agora serviu de parque de estacionamento gratuito, e se situa nos terrenos da antiga cadeia, junto ao Hospital.
A importância de tal parque , pela sua elevada utilização (mormente por pessoas que visitam internados no hospital), não necessita de qualquer justificação. A sua requalificaçãopoderia muito bem servir os interesses generalizados dos poveiros, se houvesse boas intenções (desinteressadas intenções).
A nova edificação NÃO consta do Plano de Urbanização (PU) aprovado. Repito: NÃO consta! E, assim sendo, será legítimo perguntar-se: já vale tudo?
O autarca presidente da Câmara, segundo os jornais, afirmou que a Câmara (a "sua" Câmara, acrescento eu) está ainda a estudar a urbanística mais adequada ao projecto, incluindo a volumetria do complexo. Simplesmente admirável!
A CMPV virou-se agora, abertamente, para a construção civil, e envolve-se na construção de centros comerciais e de habitações (serão habitações sociais, tão necessárias que são?).
Vale a pena reler o texto escrito por Macedo Vieira, presidente da CMPV, no folheto do PU posto à disposição do público, no período de 11 de Dezembro 2002 a 06 de Março 2003. Está lá, bem clara, a "verdade" nua e crua: afinal, todo aquele discurso não era para levar a sério!

Comentários

José Leite disse…
Isto faz parte de uma estratégia: "O SALTO EM FRENTE!"
Sabendo que será o ULTIMO MANDATO, o regime procura "encher-se", catando oportunidades como o fazem os símios (quem já leu "O Zoo humano" de Desmond Morris, sabe do que falo...). É o "salve-se quem puder", o "fartar vilanagem", na mais pura acepção dos termos.
Saltitando à volta do poder, há toda uma fauna conhecida que vai desde o "testa de ferro" até ao "pagador de luvas" que querem o enriquecimento rápido. É o "vale tudo". Planeamneto urbano, racionalidade económica, saturação de mercado, prioridades sociais, são conceitos estranhos a mentes obnubiladas pelo vil metal. A sociedade, o bem estar colectivo, o interesse público, são conceitos a que são totalmente alheios pois norteiam-se pelo LUCRO FÁCIL e imediato para uma reduzida clique que ciranda à volta do círculo restrito do poder.

Resumindo e concluindo:
Não é de estranhar isto. Está em linha com uma estratégia de ambição de grupo, está conforme ao espírito de ganância e de exploração desenfreada que norteia os desalmados homens ao leme da lancha.
Deus lhes perdoe... pois não sabem o mal que fazem...
A. Pedro Ribeiro disse…
A Câmara da Póvoa promove o consumismo e o lucro fácil dos amigos. Quando é que cai?
A. Pedro Ribeiro disse…
Estes merdas da Câmara têm de cair de vez!
FGL/PSSL

Mensagens populares deste blogue

                                                    PORTUGAL E BRASIL      A próxima cimeira luso-brasileira, a 19 deste mês, vai juntar os mais altos governantes dos dois países para prepararem (ou assinarem?) nada mais, nada menos do que 20 acordos!      Esta é uma possível boa notícia.      Na cimeira serão tratados assuntos relativos, entre outros, a Defesa, Justiça, Saúde, Segurança, Ciência e Cultura. Ciente das suas responsabilidades, o Governo português terá recolhido opiniões alargadas e fundamentadas sobre cada uma das áreas, no sentido de melhor servir os interesses do povo que representa.      Destaco duas áreas de vital importância: Defesa e Cultura.      No âmbito da primeira, a Defesa, oxalá não nos fiquemos pela "ambição" da compra de equipamentos. Os interesses m...
                            PARLAMENTO EUROPEU E LÍNGUA PORTUGUESA       Sirvo-me de um artigo escrito por Anselmo Borges (padre e filósofo) no "Diário de Notícias" (14.04.2012), no qual me inspiro para destacar dois pontos:      - Vasco da Graça Moura, então director do Centro Cultural de Belém, suspendeu a aplicação do Acordo Ortográfico. Poucos tiveram a lucidez e a coragem de tomar idêntica decisão.      - O actual MNE, e então eurodeputado Paulo Rangel, escreveu: "o gesto no CCB é o início de um movimento, cada dia mais forte, de boicote  cívico a uma mudança ortográfica arrogante e inútil " (sublinhado meu).      Está a decorrer em Lisboa a Feira do Livro, que será aproveitada como montra de vaidades e discursos vazios, enquadrados na campanha eleitoral para as próximas eleições para o Parlamento Europeu. Em tantos discursos de "fervor patriótico"...
                                            DOIS DEDOS DE CONVERSA      Cruzamo-nos à porta do estabelecimento. E como por vezes sucede entre pessoas educadas, nas hesitações do entra-e-sai, foi o costume: faça o favor; o senhor primeiro; primeiro o senhor; faça o favor.      Parecia contar já uma bonita idade, que se adivinhava pelo rosto cansado, enrugado. Estático, mirou-me através das lentes grossas dos seus óculos, a sondar as lonjuras das memórias e perguntou: "o senhor não é daqui, pois não?"      Não! eu não era dali.      Em geografia simplificada, foi o que lhe disse: "a minha cidade fica a dois ou três concelhos a norte daqui, junto à costa".      "Então somos vizinhos", exclamou com alegria.      Desnovelou a vida: muito novo saíra da terra porque naqueles tempos a vida era difí...