Avançar para o conteúdo principal
« FROM RUSSIA WITH LOVE »

...e da Póvoa com amargura,

com revolta!


Veio nas páginas do «Público» de 21.01.06, assinado por N.S., na secção do «Sobe e Desce». E, muito a descer, a resvalar, vem o comentário que o(a) jornalista tece sobre Aires Pereira (com fotografia), Vice-presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. Eis o apontamento:
«O desfecho do «caso Dourado» não poderia ter sido mais elucidativo relativamente à actuação da Câmara da Póvoa. Foi dado como provado que Aires Pereira se «desviou dos deveres que exercia» ao não evitar que «o interesse público fosse preterido em relação ao interesse particular», quando validou a aposentação compulsiva do funcionário garantindo-lhe o direito à reforma antecipada. Resultado? Tanto o autarca como o próprio António Dourado foram condenados pelo crime de abuso de poder, lançando sobre a edilidade um alarmante estigma de opacidade e falta de rigor. Que autoridade moral e política resta a Aires Pereira de agora em diante?».

Num diário nacional, jornal de referência, um destaque para a Póvoa e que não é pelas melhores razões!

Comentários

Pacheco Ferreira disse…
Bem vindo.
Continuamos a ser poucos na Póvoa.

Poucos mas bons.

Com coragem e determinação vamos levar a água ao nosso moinho.

Uma sociedade mais justa.
E correr com os interesses instalados.

Mensagens populares deste blogue

                                            DOIS DEDOS DE CONVERSA      Cruzamo-nos à porta do estabelecimento. E como por vezes sucede entre pessoas educadas, nas hesitações do entra-e-sai, foi o costume: faça o favor; o senhor primeiro; primeiro o senhor; faça o favor.      Parecia contar já uma bonita idade, que se adivinhava pelo rosto cansado, enrugado. Estático, mirou-me através das lentes grossas dos seus óculos, a sondar as lonjuras das memórias e perguntou: "o senhor não é daqui, pois não?"      Não! eu não era dali.      Em geografia simplificada, foi o que lhe disse: "a minha cidade fica a dois ou três concelhos a norte daqui, junto à costa".      "Então somos vizinhos", exclamou com alegria.      Desnovelou a vida: muito novo saíra da terra porque naqueles tempos a vida era difí...
                                                    PORTUGAL E BRASIL      A próxima cimeira luso-brasileira, a 19 deste mês, vai juntar os mais altos governantes dos dois países para prepararem (ou assinarem?) nada mais, nada menos do que 20 acordos!      Esta é uma possível boa notícia.      Na cimeira serão tratados assuntos relativos, entre outros, a Defesa, Justiça, Saúde, Segurança, Ciência e Cultura. Ciente das suas responsabilidades, o Governo português terá recolhido opiniões alargadas e fundamentadas sobre cada uma das áreas, no sentido de melhor servir os interesses do povo que representa.      Destaco duas áreas de vital importância: Defesa e Cultura.      No âmbito da primeira, a Defesa, oxalá não nos fiquemos pela "ambição" da compra de equipamentos. Os interesses m...

ANTÓNIO ENES

  Os elementos da primeira Guarnição da Corveta "António Enes" juntaram-se recentemente na Base Naval de Lisboa para uma cerimónia carregada de simbolismo: a despedida do navio, acabado de ser oficialmente abatido ao efectivo da esquadra naval. Concebida para uma vida estimada de 30 a 35 anos, navegou durante 55 anos! O patrono do navio foi António José Orta Enes: nasceu e estudou em Lisboa, tendo-se licenciado em Letras. Ainda estudante, assumiu um espírito liberal e republicano e viria a integrar o grupo "Geração de 70" (Eça de Queiroz e outros), que promoveu uma profunda revolução cultural, literária e política. Foi jornalista, escritor/dramaturgo, político e diplomata, deputado, Ministro da Marinha e do Ultramar, Bibliotecário-Mor da Biblioteca Nacional de Lisboa e Administrador Colonial (em Moçambique, e por sua iniciativa, mudou a capital da Ilha de Moçambique para Lourenço Marques). Devido ao último cargo, Conselheiro do Rei, foi feito Fidalgo Cavaleiro da Ca...