A ESPERA O mais difícil não será o tempo de espera - à espera de quê? -, mas antes a duração dessa espera, de que não sabemos quando terminará, se é que vai terminar, de uma vez por todas. Vai terminar, sim! Talvez depois de amanhã... Como será a aurora desse tal novo dia, forçosamente diferente das alvoradas que ao longo dos tempos nos visitaram, sempre carregadas de luz e de novas esperanças? Não se sabe, porque dependerá de uma sociedade renovada, extirpada dos maus vícios em que se enredou e das criminosas práticas em que conscientemente se envolveu. Por tudo isso, acantonados, vivemos agora um incerto tempo de espera, para muitíssimos de seres humanos uma tremenda injustiça, uma desumanida...