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OS NÓS DE BALAZAR As obras de requalificação - muito gostam desta palavra! - da área circundante da Igreja de Balazar foram recentemente aprovadas em reunião de Câmara e na Assembleia Municipal. O montante a dispender é considerável e não se questiona: os cálculos devem estar correctos. O problema, quanto a mim, é outro. Não há muito tempo que ali se fizeram obras, que necessitavam ser feitas. Os visitantes (peregrinos), que já eram muitos, passaram a ser ainda mais com a beatificação da Irmã Alexandrina. É o turismo religioso a crescer. Essa era também uma razão - entre outras - por que se justificava uma saída para Balazar na A7 , Vila do Conde-Famalicão. Este nó - reivindicado pelos vereadores socialistas - foi o tal que o então presidente da Comissão Política do PSD poveiro, Aires Pereira, exigiu do Governo PSD , em público e na presença de ministro, dizendo: "Antes de ser militante do PSD sou poveiro". Queria, portanto, o nó! ...
O PÉRIPLO Excursionou o executivo camarário, sem a Oposição, por algumas freguesias do Concelho, a observar o andamento das obras . Ora, sendo verdade - ao que afirmam - que todos os trabalhos são devida e continuadamente seguidos, não teria sido necessário "sair da toca", que é como quem diz, sair dos gabinetes. Guiado pelos capatazes, o executivo verificou em Aver-o-Mar o apoio para os tempos livres dos pescadores (uma promessa de há 4 anos, com desenho, do actual presidente da Junta de Freguesia; mas como foi o PSD que ganhou a Câmara...), em Aguçadoura viu (?!) as obras do paredão derrubado pelo mar (ou foi só o lançamento da obra, 7 meses depois da derrocada?), passeou numa rua pavimentada na Estela e viu uma outra em Amorim. Depois de terminado o giro, foi o regresso à Casa-Mãe. A demora maior foi em Aguçadoura: para além das obras, foram os momentos de contemplação da histórica placa da inauguração da estação de tratamento do ...
TURISMO FALHADO O Turismo na Póvoa foi, noutros tempos, um factor importantíssimo no desenvolvimento da cidade, sob os pontos de vista económico e social. Não se tendo acompanhado, e muito menos previsto, os avanços nesta moderna indústria, sempre com índices promissores, a Póvoa de Varzim deixou de ser um destino de referência. Os factos falam por si. Quando se tornou necessário correr contra o tempo e procurar formas de criar um tipo de turismo ancorado, nada foi feito nas últimas duas décadas. As consequências estão à vista. O actual (quase vitalício) presidente da Câmara Municipal, Dr. Macedo Vieira, no cargo há 16 anos, queixa-se, este ano, que alguém prejudicou gravemente o turismo poveiro. Alguém , que não ele próprio. É curioso e estranho que a lamúria e a infundada acusação venham justamente do presidente da Autarquia, que não apresentou, em 4 anos de mandato, NENHUM projecto turístico digno desse nome. Repito: NENHUM! Se o q...
S A L P I C O S (5) 1. Para uma pessoa esquecer completamente as vulgaridades e idiotices da aldeia, nada melhor que uma saída, relativamente prolongada, para longe. Serve como uma espécie de vacina. O pior é o regresso: não há máscara que nos defenda das contaminações broncas. 2. Diz quem ouviu, que às duas por três o homem parece ter perdido a cabeça: até falou aos berros! Isto sucede com muito boa gente, e especialmente com aquelas pessoas que começam a não aguentar o peso das responsabilidades. Típico. 3. Teatrinho político Em duas mesas, muito juntas, joga-se às Damas. Silêncio de morte. Dos fundos, surge o estalajadeiro com o Livro dos Assentos. Está furioso. - Como é? Não há mais fregueses? Ninguém responde. - Com o negócio assim tão mau, o melhor é fechar a tasca. Faz um manguito e sai de cena .
NÃO PODEMOS FICAR CALADOS O objecto: "mamarrachos" na praia da Póvoa! Já aqui escrevi: aquilo é ILEGAL! Demonstrem que estou errado! Mas, ainda que a lei fosse omissa - como tantas, para cobrir interesses - há a necessidade e o dever de preservar a imagem e a qualidade da nossa praia e a beleza do nosso mar. Tudo isso foi desprezado pela autarquia poveira! Juntei a minha indignação à da poveira Libânia Feiteira , na Carta Aberta dirigida ao senhor presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim ( in "O Comércio da Póvoa", de 25.06.2009). Não vi reacções! Por isso me indigno ainda mais! Para além do jornal referido, a Carta Aberta pode ser lida em http://garatujando.blogs.sapo.pt
T G V Uma vez que os adultos não entendem esta coisa do TGV - em português poderia ser CAV, Comboio de Alta Velocidade -, se explicarmos às criancinhas elas perceberão e até poderão dar a sua opinião: qualquer coisa do género "tenham mas é juízo". Então, crianças, prestem atenção! Em Portugal dispensa-se o TGV, e nunca se deveria ter pensado nele (a propósito da crise económica é que , só agora, se despertou o debate!). O que é necessário e urgente é terminar (e prolongar) o projecto do Alfa, quase tão rápido como o TGV, e refazer a rede ferroviária que se destruiu. O TGV iria servir apenas para ligar Lisboa e Madrid, o que, mesmo em tempo de "vacas gordas", não teria justificação. Há companhias aéreas, como a TAP e a Ibéria, com várias ligações diárias entre as duas capitais. Agora surge a notícia que a Air Europa vai passar a ligar Lisboa-Madrid quatro vezes por dia, em cada um dos dois sentidos, com v...
OS ÍNDIOS Um cidadão poveiro - Arq. Silva Garcia - havia escrito mais um artigo de Opinião, num semanário local, sobre um tema de interesse da comunidade (contra as portagens na A28). Os visados (o presidente da autarquia e o líder do partido político local no poder), não se mostraram incomodados. E deveriam ter ficado! E deveriam ter explicado aos poveiros o que pensavam sobre o assunto! E deveriam ter rebatido o referido artigo! Teria sido o salutar diálogo, que sempre rejeitam. Passados 6 meses - meio ano! - aqueles dois autarcas "descobriram" que haviam sido feridos na sua honra e no bom nome! Haviam encontrado uma justificação para a "ignomínia": o cidadão, autor daquela e de tantas crónicas, anunciara então a sua intenção de se candidatar à presidência da Câmara Municipal. Um adversário de peso! A estratégia do poder desenvolveu-se no sentido de "desviá-lo do caminho", a qualquer "justificado" custo. ...