Skip to main content

PARA ANGOLA, E EM FORÇA!



São os governantes portugueses que agora vão à tropical Angola mostrar como não custa nada dobrar a espinha e esquecer a História! Os angolanos não precisam vir cá: ordenam!

Passos Coelho, PM português, foi o primeiro a avançar lesto para uma curta (mas suficiente) visita oficial. Mira Amaral estendeu a passadeira vermelha.

Miguel Relvas, o empresário que faz parte do Governo, foi a seguir, para arrumar umas coisas pendentes.

Assunção Cristas, a senhora das hortaliças e ministra de várias pastas, foi a Luanda afirmar o cumprimento do desígnio estratégico traçado por "este governo", que é exportar (o quê, santinha?). Mas disse mais, e algo que não se atreveu a dizer no seu próprio país: falou na privatização das Águas de Portugal!

Vítor Gaspar, o senhor das nossas Finanças depauperadas, também está a caminho, e na agenda consta a participação portuguesa na sociedade dos diamantes. Apetecível!

Aguiar Branco, Ministro da Defesa Nacional - um zero à esquerda! - vai a Angola nos fins de Abril, talvez para fazer os contratos que cá nunca conseguiu, por incapacidade e incompetência.

Aposto que o senhor que se segue - tem que correr por todos - será o Ministro da Educação, por causa do Acordo Ortográfico...

Comments

CÁ FICO said…
Camarada...eles não Vão a Angola..vão a Luanda e a algmas outras cidades onde sempre correu o leite e o mel das multinacionais exploradoras de minérios, óleos e outras riquezas afins...
CÁ FICO said…
vejam realidade angolana em http://www.club-k.net ..Os angolanos tal como os portugueses não tem culpa dos governantes que mais ou menos lhes são impostos...
Portanto, confirma-se: a grande maioria dos (bons) governantes é escolhida a dedo!

Popular posts from this blog

AS GUERRAS DOS OUTROS

AS GUERRAS DOS OUTROS

     Em 9 de Abril de 1918 - há cem anos - o Exército Português (as Forças Armadas portuguesas) combatia no inferno de La Lys, no Norte de França, ao lado das tropas francesas contra as poderosas forças alemãs, depois da declaração de guerra da Alemanha a Portugal.
     Morreram muitos milhares de soldados portugueses, e muitos milhares ficaram feridos e com graves doenças.

     Hoje foi dia de homenagear com solenidade tantos heróis - sim, todos foram heróis - e as suas famílias. Nunca serão demasiadas as justas palavras que se digam, e também nunca secarão as lágrimas que por eles se choram.

     Hoje, e num acto de solidariedade e fraternidade, também deveria ser dia de honrar os militares portugueses que, mesmo não envolvidos numa guerra, estão prontos, por juramento solene, a defender a nossa Pátria.

     Na mesma Primeira Grande Guerra, muitos soldados indianos foram recrutados para combaterem na Inglaterra, ao serviço do seu rei-imperador. Um dos súbditos solda…

AMANHÃ, A MADRUGADA

AMANHÃ, A MADRUGADA


     É cálida a noite.

     As aves vigiam, guardando silêncio.

     Suave é a brisa, acariciadora.

     A lua, matreira, resguarda-se numa nuvem.

     As estrelas dão as mãos e sorriem.


     Tempo de vésperas.

     É chegada a hora dos audazes.


     Um raio de luz aponta a alvorada, a tão desejada alvorada.

     O princípio da esperança, a eterna esperança.

     É a madrugada do futuro prometido.

O CV DE VANESSA

 O CV DE VANESSA


     Depois de anos de bons serviços - muito trabalho - a Josefa deixou de servir na casa do morgado, senhor da terra. Não importam as razões, mais as suspeitas que as conhecidas.
     Além da trouxa com os pequenos haveres, e da generosa paga, a Fina, assim conhecida, foi servir para outra casa. Levava consigo uma carta de recomendação a atestar o profissionalismo, a dedicação e a honestidade com que sempre serviu o senhor morgado.
     Valendo como passaporte para uma vida talvez melhor, a meia dúzia de linhas da carta de recomendação era o Curriculum Vitae daqueles tempos passados na quinta.

     Os anúncios de oferta de emprego são taxativos: M/F (será escolhido o candidato que der mais lucro à empresa); 12º ano de escolaridade (têm preferência os licenciados: no começo das carreiras não protestam); conhecimento de línguas estrangeiras (o português não é prioritário); experiência anterior (pesa pouco: se tem experiência, o candidato já não será um jovem); carta de con…