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Showing posts from September, 2011
NO SUPERMERCADO, O POVO !

À minha frente, na caixa do supermercado, a mulher asseada, com ar de desânimo e de raiva contida, colocou no tapete rolante o que tinha posto no grande cesto das compras: um quase nada! Para além duma embalagem de pão, duas de esparguete e uma de arroz, um pacote de leite (em "promoção"), três latas de salsichas (das mais baratas) e uma embalagem pequena de iogurtes de marca branca, a filha, dos seus dez ou onze anos, com ar asseado, trazia ao colo uma garrafa de água pequena, que não largava, como se fosse um tesouro.
Na hora de pagar, a mulher abriu o porta-moedas e quase não encontrou dinheiro; despejou tudo o que lá tinha e foi contando: não chegava para pagar tão pouca coisa!
Devolveu uma lata de salsichas, que foi insuficiente para saldar o total; devolveu a segunda, que também ficou aquém; a terceira , e última lata, foi para trás. O operador de caixa deu uma ajuda, contando as moedas, que ainda pecavam por defeito: os iogurtes ficaram na loja.
POLÍTICOS? UMA MERDA!

Sílvio Berlusconi, Primeiro-Ministro italiano, acusado de algumas coisas e acossado por todo o lado, fartou-se e abriu-se num desabafo: "a Itália é uma merda"!
Não seria propriamente o seu país - a bela Itália - o destinatário de tanta raiva, mas sim os políticos que lhe trocam as voltas e o desamparam nos momentos de maior aflição. Uma corja, é o que pensa Il Cavalliere, que está, ele próprio, há muitos anos incluído na classe.

Em cada País (ou Região) há um "Sílvio", mesmo calado, e, com algumas variantes, o desabafo acaba por ter cabimento: há sempre um ponto comum. Nisto, a Europa parece uma "União".

Há necessidade premente de políticos de elevada craveira, dignos da nossa admiração, e os poucos que conhecemos já não dispõem de espaço porque os tais (tantos!) "políticos" não deixam.
NO BANCO DOS RÉUS

O ex-Presidente da República Francesa, Jacques Chirac, vai a julgamento no próximo dia 5 de Setembro. O motivo do crime, ou crimes, de que é acusado, é o uso indevido (ou apropriação?) de fundos públicos.
Os actos tiveram lugar ainda durante o seu longo reinado como presidente da Câmara de Paris, creio que 20 anos, cargo donde saltou para a também longa estadia no Eliseu.
Demorou tempo o julgamento, por causa dos impedimentos derivados do alto cargo de presidente "de todas as francesas e de todos os franceses".

Será o sistema judiciário francês muito diferente do sistema português?
Serão os franceses muito diferentes dos portugueses?
Serão eles mais íntegros que nós?