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Showing posts from September, 2010
POETA E LAVRADOR

Monarca inteligente e culto, foi um excelente administrador, desenvolvendo o comércio, a marinha e a agricultura, dando a esta foros de nobreza.
Foi este rei, D.Dinis, que teve por cognome "o Lavrador", que ordenou que se plantasse o pinhal de Leiria para apoiar a estratégia daquele desenvolvimento.
E para tal empresa não tinha propriamente um ministro da agricultura, como agora se usa, e toda a cafilosa gente que das terras não cura, sendo igual para os departamentos da marinha e do comércio, que vão caminhando para a murchidão.
Quando o país se desenvolvia e se impunha, o rei poeta criou a universidade, porque dela sairia sábia gente que o país haveria de acolher, porque dela precisaria.

Hoje, séculos passados, não falta quem se tenha entretido em bobos jogos palacianos e a destruir a agricultura, a exterminar a floresta e a esquecer-se das coisas do mar que é nosso.
A REVISÃO NECESSÁRIA

De tempos a tempos aparecem uns indivíduos com ataques repentinos de "portuguesismo" exaltado, nunca antes conhecidos, descobrindo, por inspiração interesseira, que os males que atormentam o país e ferem a Pátria residem na Constituição da República Portuguesa (CRP).
E, como solução para tudo o que é mau, ou está mal, propõem a "urgente e indispensável" revisão constitucional, dela resultando piores males para quem mal está.
Sou contra!

A CRP contém os princípios fundamentais para o exercício da Democracia. As leis, decretadas no Parlamento, não se afastarão nunca das suas linhas mestras. E, por isso, as eventuais revisões serão esporádicas.

Basta ter presentes os dois primeiros artigos dos Princípios Fundamentais da CRP:

- Art. 1º: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

- Art. 2º: A República Portuguesa é…
E NÃO SE PODE EXTERMINÁ-LOS?

Como se não bastassem os males que muito nos afligem, vindos de fora, ao que dizem, temos ainda que aturar, a todo o momento, as banalidades e cretinices de quem se esperariam palavras de responsabilidade e acções que servissem para melhorar a situação aflitiva do país. Acontece a todos os níveis da sociedade mandante, por sua vez fiel obediente ao poder económico, que nos governa.
E julgam eles (e elas) que assim se engrandecem!

Basta meditar um pouco nas palavras proferidas ou nos actos praticados, nos constantes aparecimentos grotescos, pelas pessoas que se crêm ser donos da verdade, e se consideram íntegras e patriotas: por trás duma frase bombástica (repetida) há quase sempre uma mentira, e a seguir a uma promessa (de preferência social), vem de seguida a negação. Tem sido sempre assim.
É gente acamelada que pretende estupidificar as pessoas.

Não vejo, a curto prazo, remédio eficaz para erradicar a praga, que nos vem consumindo des…