Skip to main content
OPERAÇÃO STOP

1. Os princípios que alguns defendem para o pagamento de portagens nas SCUTs até poderiam estar certos, na generalidade, se as SCUTs fossem construídas hoje. Mas não. O IC1/A28 foi construído há duas dezenas de anos, com dinheiros comunitários, porque a EN13 (única via a ligar Viana do Castelo ao Porto) requeria um itinerário complementar (IC). Passados estes anos, o tráfego aumentou exponencialmente, a EN13 foi "municipalizada", e foi cortado o trânsito a pesados na velha ponte de Esposende e nos centros das cidades da Póvoa de Varzim e Vila do Conde.
A EN13 está, agora, muito pior que há vinte anos!

Esta espécie de "guerra civil" criou-a o Governo, que se nega a cumprir os princípios por ele definidos para as portagens nas SCUTs.
O IC1/A 28 está longe de ter as características requeridas para as auto-estradas. Mudaram-lhe apenas a designação, para mais facilmente cobrarem portagens. Pela mesma ordem de ideias, qualquer dia designam como auto-estrada um caminho de cabras, e paga-se portagem, para haver "justiça"...

2. O Parlamento parou o diploma dos "chips". Embora não acredite nas "patrióticas intenções" de alguns políticos que contribuiram para aquela decisão, criou-se pelo menos a possibilidade de repensar o problema, do qual se vai servindo o Governo para melhor viver à custa da "crise" (a previsão inicial de 100 milhões de receita, à custa das SCUTs, já vai em 150 milhões).

Não há meio de aprenderem! Clama agora o PS, a reboque, que espera que se chegue a um consenso; com isso, o PSD esfrega as mãos, sobe nas sondagens e o Zé Povinho continua a ver a vida a andar para trás.

Pensar que a "crise" tudo paga e tudo perdoa é sinal de pouco senso. Há gente que não pensa assim, e não anda distraída.

Comments

Queimados em lume brando... todos nós... o verão quente vem aí!...
This comment has been removed by the author.
barracalinda said…
Avançou a cobertura da Rua da Junqueira, a ver aqui: http://barracalinda.blogspot.com/

Popular posts from this blog

AS GUERRAS DOS OUTROS

AS GUERRAS DOS OUTROS

     Em 9 de Abril de 1918 - há cem anos - o Exército Português (as Forças Armadas portuguesas) combatia no inferno de La Lys, no Norte de França, ao lado das tropas francesas contra as poderosas forças alemãs, depois da declaração de guerra da Alemanha a Portugal.
     Morreram muitos milhares de soldados portugueses, e muitos milhares ficaram feridos e com graves doenças.

     Hoje foi dia de homenagear com solenidade tantos heróis - sim, todos foram heróis - e as suas famílias. Nunca serão demasiadas as justas palavras que se digam, e também nunca secarão as lágrimas que por eles se choram.

     Hoje, e num acto de solidariedade e fraternidade, também deveria ser dia de honrar os militares portugueses que, mesmo não envolvidos numa guerra, estão prontos, por juramento solene, a defender a nossa Pátria.

     Na mesma Primeira Grande Guerra, muitos soldados indianos foram recrutados para combaterem na Inglaterra, ao serviço do seu rei-imperador. Um dos súbditos solda…

AMANHÃ, A MADRUGADA

AMANHÃ, A MADRUGADA


     É cálida a noite.

     As aves vigiam, guardando silêncio.

     Suave é a brisa, acariciadora.

     A lua, matreira, resguarda-se numa nuvem.

     As estrelas dão as mãos e sorriem.


     Tempo de vésperas.

     É chegada a hora dos audazes.


     Um raio de luz aponta a alvorada, a tão desejada alvorada.

     O princípio da esperança, a eterna esperança.

     É a madrugada do futuro prometido.

O CV DE VANESSA

 O CV DE VANESSA


     Depois de anos de bons serviços - muito trabalho - a Josefa deixou de servir na casa do morgado, senhor da terra. Não importam as razões, mais as suspeitas que as conhecidas.
     Além da trouxa com os pequenos haveres, e da generosa paga, a Fina, assim conhecida, foi servir para outra casa. Levava consigo uma carta de recomendação a atestar o profissionalismo, a dedicação e a honestidade com que sempre serviu o senhor morgado.
     Valendo como passaporte para uma vida talvez melhor, a meia dúzia de linhas da carta de recomendação era o Curriculum Vitae daqueles tempos passados na quinta.

     Os anúncios de oferta de emprego são taxativos: M/F (será escolhido o candidato que der mais lucro à empresa); 12º ano de escolaridade (têm preferência os licenciados: no começo das carreiras não protestam); conhecimento de línguas estrangeiras (o português não é prioritário); experiência anterior (pesa pouco: se tem experiência, o candidato já não será um jovem); carta de con…