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OS NÓS DE BALAZAR

As obras de requalificação - muito gostam desta palavra! - da área circundante da Igreja de Balazar foram recentemente aprovadas em reunião de Câmara e na Assembleia Municipal. O montante a dispender é considerável e não se questiona: os cálculos devem estar correctos.
O problema, quanto a mim, é outro.

Não há muito tempo que ali se fizeram obras, que necessitavam ser feitas. Os visitantes (peregrinos), que já eram muitos, passaram a ser ainda mais com a beatificação da Irmã Alexandrina. É o turismo religioso a crescer.

Essa era também uma razão - entre outras - por que se justificava uma saída para Balazar na A7, Vila do Conde-Famalicão. Este nó - reivindicado pelos vereadores socialistas - foi o tal que o então presidente da Comissão Política do PSD poveiro, Aires Pereira, exigiu do Governo PSD, em público e na presença de ministro, dizendo:
"Antes de ser militante do PSD sou poveiro". Queria, portanto, o nó!
Nunca a Câmara da Póvoa mexeu uma palha nesse sentido!

Tiveram agora uma excelente oportunidade de "voltar ao ataque" com o nó da A7, quando projectaram as novas obras, mas não o fizeram. Balazar continua a perder!

Balazar poderia ganhar muito mais, mas só se houver um milagre!

Comments

Uma coisa é certa: com nó ou sem nó a Igreja na Póvoa já deu o «nó» ao poder instalado.Mete dó...

Se houvesse cá um padre que ousasse ser candidato à AM (como houve em Famalicão) ciria o Carmo e a Trindade!

Preferem fazer política por trás, dando améns ao caudilho, havendo algumas honrosas excepções, que importa relevar...
Larose said…
....trabalho? falou em trabalho?
Mas não é com trabalho que certas gentes ganham a vida!

Umas luvitas, isso sim, já vale a pena mecher um bocado!
Miguel. said…
Sabe quanto custa um nó numa auto-estrada extra contrato?
Já verificou que entre Balazar e a A7 ficam uma série de colinas?
Acha que se faz um nó numa auto-estrada como quem tapa uns buracos numa estrada municipal?
Apercebeu-se que a última legislatura foi do PS, os mesmos que recusaram o POLIS à Póvoa?
Ficaria mais barato oferecer metade do custo da obra a Balazar.
focode said…
quem disse que pretendia o Nó foram Aires Pereira e o Presidente da Junta de Balazar...até disseram que se demitiam caso o nó não fosse construido...mas o poder é mais importante

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