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Showing posts from July, 2009
OS NÓS DE BALAZAR

As obras de requalificação - muito gostam desta palavra! - da área circundante da Igreja de Balazar foram recentemente aprovadas em reunião de Câmara e na Assembleia Municipal. O montante a dispender é considerável e não se questiona: os cálculos devem estar correctos.
O problema, quanto a mim, é outro.

Não há muito tempo que ali se fizeram obras, que necessitavam ser feitas. Os visitantes (peregrinos), que já eram muitos, passaram a ser ainda mais com a beatificação da Irmã Alexandrina. É o turismo religioso a crescer.

Essa era também uma razão - entre outras - por que se justificava uma saída paraBalazar na A7, Vila do Conde-Famalicão. Este nó - reivindicado pelos vereadores socialistas - foi o tal que o então presidente da Comissão Política do PSD poveiro, Aires Pereira, exigiu do Governo PSD, em público e na presença de ministro, dizendo:
"Antes de ser militante do PSD sou poveiro". Queria, portanto, o nó!
Nunca a Câmara da Póvo…
O PÉRIPLO

Excursionou o executivo camarário, sem a Oposição, por algumas freguesias do Concelho, a observar o andamento das obras. Ora, sendo verdade - ao que afirmam - que todos os trabalhos são devida e continuadamente seguidos, não teria sido necessário "sair da toca", que é como quem diz, sair dos gabinetes.

Guiado pelos capatazes, o executivo verificou em Aver-o-Mar o apoio para os tempos livres dos pescadores (uma promessa de há 4 anos, com desenho, do actual presidente da Junta de Freguesia; mas como foi o PSD que ganhou a Câmara...), em
Aguçadoura viu (?!) as obras do paredão derrubado pelo mar (ou foi só o lançamento da obra, 7 meses depois da derrocada?), passeou numa rua pavimentada na Estela e viu uma outra em Amorim.
Depois de terminado o giro, foi o regresso à Casa-Mãe.

A demora maior foi em Aguçadoura: para além das obras, foram os momentos de contemplação da histórica placa da inauguração da estação de tratamento do saneamento básico. É sem…
TURISMO FALHADO

O Turismo na Póvoa foi, noutros tempos, um factor importantíssimo no desenvolvimento da cidade, sob os pontos de vista económico e social.
Não se tendo acompanhado, e muito menos previsto, os avanços nesta moderna indústria, sempre com índices promissores, a Póvoa de Varzim deixou de ser um destino de referência. Os factos falam por si.
Quando se tornou necessário correr contra o tempo e procurar formas de criar um tipo de turismo ancorado, nada foi feito nas últimas duas décadas. As consequências estão à vista.

O actual (quase vitalício) presidente da Câmara Municipal, Dr. Macedo Vieira, no cargo há 16 anos, queixa-se, este ano, quealguém prejudicou gravemente o turismo poveiro. Alguém, que não ele próprio.

É curioso e estranho que a lamúria e a infundada acusação venham justamente do presidente da Autarquia, que não apresentou, em 4 anos de mandato, NENHUM projecto turístico digno desse nome. Repito: NENHUM!

Se o que afirmo não for verdade, e…
S A L P I C O S (5)

1. Para uma pessoa esquecer completamente as vulgaridades e idiotices da aldeia, nada melhor que uma saída, relativamente prolongada, para longe.
Serve como uma espécie de vacina. O pior é o regresso: não há máscara que nos defenda das contaminações broncas.

2. Diz quem ouviu, que às duas por três o homem parece ter perdido a cabeça: até falou aos berros!
Isto sucede com muito boa gente, e especialmente com aquelas pessoas que começam a não aguentar o peso das responsabilidades. Típico.

3. Teatrinho político

Em duas mesas, muito juntas, joga-se às Damas. Silêncio de morte.
Dos fundos, surge o estalajadeiro com o Livro dos Assentos. Está furioso.

- Como é? Não há mais fregueses?

Ninguém responde.

- Com o negócio assim tão mau, o melhor é fechar a tasca.

Faz um manguito e sai de cena.
NÃO PODEMOS FICAR CALADOS

O objecto: "mamarrachos" na praia da Póvoa!

Já aqui escrevi: aquilo é ILEGAL! Demonstrem que estou errado!

Mas, ainda que a lei fosse omissa - como tantas, para cobrir interesses - há a necessidade e o dever de preservar a imagem e a qualidade da nossa praia e a beleza do nosso mar. Tudo isso foi desprezado pela autarquia poveira!

Juntei a minha indignação à da poveira Libânia Feiteira, na Carta Aberta dirigida ao senhor presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim (in "O Comércio da Póvoa", de 25.06.2009).
Não vi reacções! Por isso me indigno ainda mais!

Para além do jornal referido, a Carta Aberta pode ser lida em
http://garatujando.blogs.sapo.pt