Skip to main content

SALPICOS (4)

1. Eu acredito - porque não o conheço - na explicação dada pelo presidente da Câmara Municipal de Bragança, que vai concorrer a um 4º (quarto) mandato pelo PSD.
Depois de ter afirmado que este mandato seria o último, o autarca justifica com a crise a sua mudança de ideia. Segundo ele, a crise exige estabilidade e uma boa orientação das políticas municipais.
Para o Poder Local será bendita a crise!
Se não fosse esse flagelo, entornava-se o barco municipal (todos às turras!) e desorientavam-se as políticas (um desgoverno!).
Mais um mandato, mais sacrifício, e o povo feliz!

2. O palco é Leiria - a cidade do Lis e da Ribeira dos Esgotos -, onde a actual presidente da Câmara Municipal vai a caminho do 4º (quarto) mandato pelo PSD.
Reunidas as hostes partidárias, a autarca considerou que, sondagens àparte (especialmente se forem desfavoráveis), o candidato do PSD tem que ser sustentado por um estudo de mercado (!).
E sublinhou, a rematar em beleza: "os interesses do partido devem estar à frente de tudo".

3. É o Poder Local, lá como cá!

Comments

Dimas Maio said…
Caro Comandante :

São uns,sacrificados,coitadinhos. E não ganham nada, se não forem corruptos.
Sacrificam o conforto familiar pelo que entendem um dever social, para não dizer patriótico.

Por quem é, Comandante, não os salpique !
Mas que "inveja" meu Deus!

Eles têm direito à vida: os do PS e os do PSD!

Nada de "eutanásias" precipitadas.

Vamos ver entre Vila do Conde e Póvoa de Varzim, um cartaz com Macedo Viera e Mário de Almeida rezando assim:

«Dinossauros unidos jamais serão vencidos!»
Meu caro:

«Aquilo» do Benfica é apenas uma metáfora. Nem sócio sou!...

Mas que a águia anda só a «encher pneus» isso anda!
Maria da Terra said…
Voto em branco contra as Pelamis instaladas no poder,(saquei da caixa dos comentários), o melhor comentário que já vi

Popular posts from this blog

PALAVRAS E SENTIMENTOS

     Filho de um agricultor com uma plantação de amendoins, o pequeno Jimmy cresceu num são ambiente familiar, marcadamente religioso, e pobre: a casa onde cresceu não tinha água corrente nem electricidade. Na Geórgia, nos Estados Unidos da América.
     A escola abriu-lhe os horizontes que haveriam de o levar a conseguir a concretização do seu desejo maior: ser um Homem!
     E conseguiu.

     Sempre bom aluno, na universidade seguiu engenharia. Admitido à Academia Naval dos Estados Unidos, terminou o curso entre os dez primeiros, numa longa lista.
     Serviu nos submarinos. Mais tarde, entrou na área da advocacia.

     Não sendo homem de grandes falas, usava-as com o sentido preciso do juízo e do apreço, com genuíno sentimento, mas nem sempre bem compreendido.

     Cumprido o seu dever como militar e tendo dado todo o seu saber ao seu país, deixou a Marinha no posto de capitão-de-mar-e-guerra.

     Falamos de Jimmy Carter.

     Governador do Estado da Geórgia, candid…

A Saúde dos Outros

A SAÚDE DOS OUTROS

1. Depois da intervenção cirúrgica à outra anca, o prestigioso ortopedista, professor catedrático, elaborou o requerido relatório para avaliação do grau de incapacidade, a ser certificado por uma Junta Médica, como manda a lei. Aplicou-se a tabela em vigor: 65% de incapacidade motora.
     Uns anos depois nasceu uma nova versão da lei, neste particular da saúde, com diminuição nos parâmetros, para "maior rigor e transparência". Nova avaliação.
     Reunido o trio da Junta Médica (um clínico era muito novo), debruçaram-se sobre o novo relatório, semelhante ao anterior, e após algumas perguntas de circunstância e alguma cogitação, decidiram o novo grau de incapacidade: 62%!
     A continuar assim, qualquer dia o utente da saúde ficará em estado de novo e dispensa as próteses!

2. A professora tinha cancro há alguns anos, e estava a fazer tratamento. Notava-se claramente, e custava-lhe muito ter que enfrentar os seus alunos. Para além do sofrimento físico, tinha qu…

COUVES E TRAPOS

COUVES E TRAPOS

     Tive que esperar largos minutos até chegar a minha vez para comprar selos.
 À minha frente estava uma mulher do povo, fortalhaças, vestida de preto, e na casa dos cinquenta.
     Era impossível não ver nem ouvir a funcionária dos correios ir contando, e cantando, as notas que ia colocando no balcão: cem, duzentos, trezentos, quatrocentos, quinhentos...
     Fiz um esforço para não ouvir mais.

     Olhei à volta e calculei, pelo que vi, que devia ser dia de pagamento de pensões.

     Curiosamente, àquela mesma hora discutia-se no Parlamento - no nosso Parlamento - a questão ignominiosa dos contratos de trabalho precários e correspondentes vencimentos miseráveis, que atingem milhares de pessoas, muitas delas com formação superior; e, como se verifica, há deputados, alinhados com certo tipo de patronato, que ainda gastam o seu tempo a discutir este problema, que nos envergonha.

     Fiquei a matutar naquela cena passada nos correios. Aquela cara não me era estranha! Creio j…