Wednesday, February 27, 2008
VIA VERDE
Dizem notícias frescas que será no próximo mês de Julho que se vai começar a pagar portagens nas SCUTs do litoral norte. Só falta ultimar os testes do processo de pagamento.
Na "nossa" auto-estrada" (!), IC1/A28, vai ser sempre a abrir: não haverá nenhuma cabine de portagem; será com o recurso à fotografia, como na Via Verde.
Por cá, fez-se o que se quis fazer, mas nem sempre o que deveria ser feito:
- há muito tempo que o representante maior da Póvoa (presidente da Câmara) declarou ser a favor do pagamento de portagens; isolou-se de todos os seus pares e não se importou, com essa atitude, de não estar a defender os interesses dos poveiros;
- o CDS-PP, em comunicado, anunciou ver "com agrado a possibilidade de se intrduzirem portagens no IC1/A28" (in "A Voz da Póvoa", de 03.11.2005);
- o PS e grupos de cidadãos poveiros debateram ideias e manifestaram-se publicamente contra o pagamento de portagens;
- do lado do PSD (o partido político que governa a Câmara Municipal): que sim...pois...talvez...paga...não paga...depois se vê...
Recentemente, e face à teimosia, autismo e surdez governamentais, tomaram-se outras medidas de chamada de atenção, para se corrigir enquanto é tempo:
- o PS promoveu uma acção, com larga cobertura nacional, para mostrar que não há alternativa ao IC1/A28 e, por consequência, é contra o pagamento de portagens;
- foi criada uma Comissão de Utentes, com larga adesão de cidadãos, para lutar pelo não pagamento de portagens, por não se verificar a satisfação de nenhum dos requisitos exigidos pelo Governo;
Em resultado destas acções:
- o CDS-PP é contra (agora) as portagens;
- o PSD está (agora) ao lado da população (devia estar à frente!);
- o presidente da Câmara aguarda uma decisão do Governo (!).
Se concretizar o pagamento de portagens , não justificadas e injustas, o Governo cometerá um erro crasso.
Se quiser reconsiderar (que é o que deve fazer), talvez tenha que enfrentar a concessionária, que parece ter mais poder e direitos que as populações atingidas.
Sinais dos tempos que vão correndo!
Saturday, February 23, 2008
CIDADÃO E UTENTE
Sou utente das piscinas da Varzim Lazer (VL), mas face aos últimos (esperados) acontecimentos deixo de o ser até que me sejam garantidas que são boas as condições de higiene das instalações e que se tornem obrigatórias (e se façam) as análises que permitam salvaguardar a saúde dos utentes.
De imediato, vou exigir à VL a restituição da importância que tenho depositada no cartão de utente. E isto deviam fazê-lo os demais utentes, em idênticas circunstâncias, na minha opinião.
O administrador da VL faz parte do executivo camarário (de maioria PSD), e foi nomeado pelo presidente da Câmara com o objectivo de dar continuidade ao bom trabalho que ele mesmo, presidente da Câmara, lá fez durante anos!
Sabe-se que, antes deste perigoso e vergonhoso incidente, não foram feitas análises, e o estado de degradação das instalações está à vista desarmada, desde há séculos.
As conclusões são simples:
1. as piscinas da VL não têm Certificado (válido) de Controlo de Qualidade;
2. o ex-presidente do Conselho de Administração (CA) da VL (que é também presidente da Câmara) nada fez em prol da VL, e podia e devia fazê-lo, porque foi muito bem pago para isso;
3. o actual presidente do CA da VL seguiu as águas (contaminadas) do antecessor: nada fez!
Repare-se, agora, na "beleza" desta frase do actual presidente do CA da VL (ver "O Comércio da Póvoa", de 21.02.2008):
"E não deve haver nenhum jacuzzi neste país que tenha tanta verificação como este".
Não vou desmentir. Até pode ter havido o maior número de verificações, possivelmente com o mesmo resultado (escondido) que agora se viu!
Por último:
- Sugiro: que o presidente do CA da VL vista um fato de macaco e, armado de capacete branco, assista à imediata limpeza da ferrugem (e doutras coisas) nas instalações da VL;
- Pergunto: ninguém questiona o presidente da Câmara sobre o que se passou na Empresa Municipal? Ou será que ele ainda não está ao corrente dos factos?
Sunday, February 17, 2008
TEIMOSIA NAS PORTAGENS
Perguntam-me, preocupados, se no município da Póvoa há um Presidente de Câmara. O motivo das preocupações é o facto da Póvoa de Varzim continuar a ser a única autarquia que é a favor do pagamento de portagens no IC1/A28, isolando-se de todos os representantes das cidades do litoral norte, de Caminha ao Porto, grupo agora estendido mais para sul, até Espinho (EN 109), e para o interior adjacente: Paços de Ferreira e Penafiel.
O PS-Póvoa, por não aceitar o injusto pagamento de portagens, promoveu uma iniciativa de chamada de atenção ao Governo, que teve larga cobertura nacional ("folclore", classificou o vereador responsável pelo folclore poveiro).
O Presidente da Câmara de Vila do Conde, a seguir, diligenciou junto do Governo, no mesmo sentido.
A Comissão de Utentes da Póvoa/Vila do Conde, agregando comissões doutras zonas, debateu a questão e, juntos, estudam formas de protesto contra a introdução do pagamento de portagens.
Da Câmara da Póvoa, e dos partidos políticos poveiros (com excepção do PS), nem um pio! Nem sequer um requerimentozinho à Assembleia da República...
A lógica, para tanto silêncio, só poderá ser: "se o presidenteda Câmara é a favor..."
O Presidente da Câmara da Póvoa até pode ser a favor do pagamento de portagens (não tem razão, mas pode), mas não tem o direito de, só por isso, ir contra os interesses dos poveiros. Ninguém lhe passou essa procuração.
Perguntam-me, preocupados, se no município da Póvoa há um Presidente de Câmara. O motivo das preocupações é o facto da Póvoa de Varzim continuar a ser a única autarquia que é a favor do pagamento de portagens no IC1/A28, isolando-se de todos os representantes das cidades do litoral norte, de Caminha ao Porto, grupo agora estendido mais para sul, até Espinho (EN 109), e para o interior adjacente: Paços de Ferreira e Penafiel.
O PS-Póvoa, por não aceitar o injusto pagamento de portagens, promoveu uma iniciativa de chamada de atenção ao Governo, que teve larga cobertura nacional ("folclore", classificou o vereador responsável pelo folclore poveiro).
O Presidente da Câmara de Vila do Conde, a seguir, diligenciou junto do Governo, no mesmo sentido.
A Comissão de Utentes da Póvoa/Vila do Conde, agregando comissões doutras zonas, debateu a questão e, juntos, estudam formas de protesto contra a introdução do pagamento de portagens.
Da Câmara da Póvoa, e dos partidos políticos poveiros (com excepção do PS), nem um pio! Nem sequer um requerimentozinho à Assembleia da República...
A lógica, para tanto silêncio, só poderá ser: "se o presidenteda Câmara é a favor..."
O Presidente da Câmara da Póvoa até pode ser a favor do pagamento de portagens (não tem razão, mas pode), mas não tem o direito de, só por isso, ir contra os interesses dos poveiros. Ninguém lhe passou essa procuração.
Friday, February 08, 2008
PCC / MSS
A partir de agora não serão só VSC nem CDP as siglas dos principais clubes desportivos poveiros. Acrescenta-se mais uma, a PCC/MSS, recentemente apresentada publicamente.
A PCC/MSS é a novel equipa de ciclismo da Póvoa de Varzim, a "Póvoa Cycling Club".
É a Póvoa sobre rodas, que irão espalhar o nome da cidade pelos quatro cantos da Europa. A PCC/MSS (parceria da Câmara com a construtora) vai dar cartas no ciclismo nacional e internacional.
A primeira prestação na estrada está para breve, na Volta ao Algarve. A PCC/MSS vai vestir a amarela. Será ouro sobre azul.
Para já, a PCC/MSS está na frente: foi a primeira a estrear, com os dois vistosos autocarros, o novo pavimento da renovada Praça do Almada (que ainda não foi inaugurada).
O vereador do desporto estava, na cerimónia, visivelmente satisfeito pela obra conseguida. Adivinho-lhe o sentimento: "Isto é meu"!
Monday, February 04, 2008
A PALAVRA LIBERTADA
Aprisionada durante meses, que foram eternidades, a Palavra viveu no silêncio escuro nascido da hipocrisia.
A Palavra demorou em ausência forçada, inocente.
Os poderes abusados dos homens tentaram despedaçar a Palavra, com perfídia.
Idiotas!
Uma palavra prisioneira e ausente é um pássaro sem asas.
Outros homens vieram e compreenderam a Palavra. Libertaram-na.
Agora é ave que voa, livre, sobre cabeças humilhadas.
Aprisionada durante meses, que foram eternidades, a Palavra viveu no silêncio escuro nascido da hipocrisia.
A Palavra demorou em ausência forçada, inocente.
Os poderes abusados dos homens tentaram despedaçar a Palavra, com perfídia.
Idiotas!
Uma palavra prisioneira e ausente é um pássaro sem asas.
Outros homens vieram e compreenderam a Palavra. Libertaram-na.
Agora é ave que voa, livre, sobre cabeças humilhadas.
Saturday, February 02, 2008
DESPESAS DE SAÚDE NO IRS
O Governo retira,este ano, aos pensionistas do sector público, os abatimentos das despesas com a saúde, no IRS de 2007. Sempre descontei para o meu subsistema de saúde (Forças Armadas), e no último ano aumentaram o desconto e baixaram as comparticipações. Esta alteração no IRS é feita ao abrigo da Lei 67-A/2007, de 31 de Dezembro (OE 2008), que entrou em vigor no dia seguinte, 01 de Janeiro de 2008, e não tem efeitos retroactivos (iria prejudicar o défice...).
As Finanças justificam este procedimento inconcebível com a legalidade (está na lei!), mas sabe-se que o Executivo "esqueceu-se" de alterar o Código do IRS em conformidade. Um tal "esquecimento" mostra que a má-fé e a incompetência parecem estar de mãos dadas em mais este assalto às poupanças dos servidores do Estado, os quais são, desta forma, prejudicados duas vezes. Não é coisa pouca.
O Estado dá, assim, e mais uma vez,provas de não ser pessoa de bem. O Governo, por seu turno, executa, com facilidade e a seu bel-prazer, um acto de autêntica espoliação.
O Governo retira,este ano, aos pensionistas do sector público, os abatimentos das despesas com a saúde, no IRS de 2007. Sempre descontei para o meu subsistema de saúde (Forças Armadas), e no último ano aumentaram o desconto e baixaram as comparticipações. Esta alteração no IRS é feita ao abrigo da Lei 67-A/2007, de 31 de Dezembro (OE 2008), que entrou em vigor no dia seguinte, 01 de Janeiro de 2008, e não tem efeitos retroactivos (iria prejudicar o défice...).
As Finanças justificam este procedimento inconcebível com a legalidade (está na lei!), mas sabe-se que o Executivo "esqueceu-se" de alterar o Código do IRS em conformidade. Um tal "esquecimento" mostra que a má-fé e a incompetência parecem estar de mãos dadas em mais este assalto às poupanças dos servidores do Estado, os quais são, desta forma, prejudicados duas vezes. Não é coisa pouca.
O Estado dá, assim, e mais uma vez,provas de não ser pessoa de bem. O Governo, por seu turno, executa, com facilidade e a seu bel-prazer, um acto de autêntica espoliação.
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