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A PLENITUDE

1. O Tribunal Central Administrativo do Norte deu razão ao cidadão poveiro que moveu uma acção contra a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim (CMPV), que licenciou a construção de uma moradia pegada ao seu terreno.
A decisão do Tribunal foi obrigar a Câmara Municipal a demolir a moradia, tendo-lhe concedido um prazo de 10 meses para repor a legalidade. Por outras palavras, e pela leitura da decisão do Tribunal, a CMPV cometeu uma ilegalidade.

2. Antes, já tínhamos tido a questão das antenas de telemóveis em Beiriz, cuja instalação a CMPV licenciou. Face aos protestos de habitantes daquela freguesia poveira, prometeu o presidente da edilidade requerer da operadora de telecomunicações uma informação; pelos vistos, não a terá pedido antes do licenciamento, como seria normal.
Não se conhece o resultado dessas diligências, mas sabe-se (agora) que a operadora não está a utilizar a antena. Pode-se então concluir que o referido licenciamento deve estar ferido de ilegalidade ou de irregularidade.

3. Mais moradores de Beiriz apresentaram queixa na Câmara Municipal, contestando a construção de dois enormes depósitos de água para abastecimento público (Águas do Cávado), junto das suas casas, não só por compreensíveis questões de segurança, mas também por razões de impacto ambiental.
Da Câmara dizem que a construção dos depósitos já estava prevista há 20 anos (!), e se os moradores tivessem consultado o PDM veriam que não poderiam(ou deveriam) construir naquele local.
Ora, se as moradias não são clandestinas, obtiveram licenciamento da Câmara. Há, então, qualquer coisa que não bate certo: ou as casas estão a mais, ou os depósitos vão ficar a mais. e a responsabilidade da incongruência é toda de quem autorizou os licenciamentos.

É muita trapalhada junta , em tão pouco tempo.

É a maioria do executivo PSD da Póvoa em todo o seu esplendor, sem margem para dúvidas, porque "o Executivo Está na sua Plenitude", como afirmou o Presidente Macedo Vieira ("A Voz da Póvoa", de 27.12.2007).

Comments

E o "mar de Beiriz" como vai?

Há cada vez mais ondas alterosas neste mare magnum de incompetência e de pesporrência que, alucinado, mal pode enfrentar a verdade com olhar sereno. O rosto da câmara é doentio e exala um fétido odor a verofobia!

Há um terrível medo da verdade!

Eles sabem que nós sabemos tudo e borram-se todos! O que eles ignoram é o timing em que será derrubada a opacidade com o camartelo da denúncia!
CÁ FICO said…
plenitude é palavra polissémica...Cuidado!!!

Pleno é igual a cheio,farto, lauto, opiparo, total, universalidade, catolicidade, ..an so on..
Tive o cuidado, "cá fico", de escolher a palavra para título. Estamos de acordo: fartos! e tanto assim que "rouxinol de bernardim" ampliou o texto, em consonância: grassa a incompetência ... e o resto.

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