Skip to main content

Posts

Showing posts from January, 2008
SOZINHOS

São contra as portagens no IC1/A28 as populações dos concelhos desde Viana do Castelo ao Porto. Está toda a gente contra!

Estão contra as portagens os autarcas de Viana, Esposende, Vila do Conde e Matosinhos. E também o autarca de Paços de Ferreira (PSD), que vê assim a economia do seu concelho vir a ser prejudicada; e explicou as razões.

Todos os autarcas estão contra, excepto o da Póvoa de Varzim! É o único! Está sozinho!
E não explica porquê. Porque não sabe nem tem argumentos válidos. É contra!

Os poveiros não querem pagar portagens no IC1/A28. Esse é o seu legítimo e justificado interesse.
O presidente da Câmara da Póvoa, Macedo Vieira, é a favor das portagens. Ele está, portanto, contra os legítimos e justificados interesses dos poveiros. Ninguém conhece as suas razões. Prefere manter-se calado e sozinho.

Todos os partidos políticos, na Póvoa de Varzim, são contra as portagens no IC1/A28, com excepção do PSD de Luís Diamantino, que é contr…
CAUDILHOS

A propósito da nova lei eleitoral para as autarquias, que basicamente permitirá ao PS e ao PSD partilharem entre si o poder autárquico, Manuel Carvalho traça (Editorial do "Público", de 19.01.2008) um retrato do que se tem feito nos últimos 30 anos, não antevendo grandes progressos nesta essência da Democracia, se não se corrigirem os erros cometidos.
Considera Manuel Carvalho:
"(...) Uma das principais nódoas do poder local é o caudilhismo dos presidentes, fonte de nepotismo e de corrupção; poderia constatar que a vivência democrática na maior parte dos municípios não existe nem é tolerada pela mentalidade plenipotenciária de muitos autarcas".

Exemplos desta inquestionável verdade não nos tem faltado. Nós, poveiros, não estaremos, certamente, isentos deste tipo de praga.

Completando o lado negro do poder local, diz ainda Manuel Carvalho:
"(...) Se hoje há um perigo real no poder local, não se deve procurá-lo na pretensa instabilidade ins…
DOIS EXEMPLOS

Nicolas Sarkozy, tendo vencido as presidenciais francesas com larga vantagem, pensou que agora seria só deixar correr o marfim. Enganou-se.
Como se não lhe bastassem os problemas do divórcio, há apenas três meses, e agora novo casamento cheio de mediatização (comportamento que desagradou à maioria dos franceses), uma recente sondagem tirou-lhe 15 pontos na popularidade.
E porquê? Simples: as promessas económicas que fez não resultaram.
A aura do poder pode levar ao declínio.
" Mon petit chou, cuidado com as promessas!", ter-lhe-á dito Carla.

No Paquistão, o presidente Musharraf conseguiu, nos primeiros anos da sua governação, conduzir os destinos do país pelo bom caminho, sendo um dos principais as perspectivas da democracia.
A sede de poder parece ter-lhe subido à cabeça, e viu então que leis e tribunais eram um obstáculo para a continuação no poder. Solução: acabar com tais estorvos.
Quem lhe faz frente, por diferenças de opinião, conhec…
A PLENITUDE

1. O Tribunal Central Administrativo do Norte deu razão ao cidadão poveiro que moveu uma acção contra a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim (CMPV), que licenciou a construção de uma moradia pegada ao seu terreno.
A decisão do Tribunal foi obrigar a Câmara Municipal a demolir a moradia, tendo-lhe concedido um prazo de 10 meses para repor a legalidade. Por outras palavras, e pela leitura da decisão do Tribunal, a CMPV cometeu uma ilegalidade.

2. Antes, já tínhamos tido a questão das antenas de telemóveis em Beiriz, cuja instalação a CMPV licenciou. Face aos protestos de habitantes daquela freguesia poveira, prometeu o presidente da edilidade requerer da operadora de telecomunicações uma informação; pelos vistos, não a terá pedido antes do licenciamento, como seria normal.
Não se conhece o resultado dessas diligências, mas sabe-se (agora) que a operadora não está a utilizar a antena. Pode-se então concluir que o referido licenciamento deve estar ferido de ilegalidade ou…
A LEI DO TABACO

A nova lei anti-fumadores vai trazer , certamente, benefícios aos que fumam porque a sua saúde vai melhorar (e também a situação económica, porque irão fumar menos); não sei, por outro lado, é se a repressão do hábito (que já foi social) ou vício não trará a muitos deles estados de ansiedade e depressão.
Quem fez a lei deve ter tido isso em conta.

Uma coisa mudou, de repente: o comportamento de muitas pessoas.
Um exemplo, apenas.

A meio da manhã, fria e a ameaçar chuva, a principal rua de comércio tinha mais gente do que o habitual: em ambos os lados da rua, jóvens mulheres, e também alguns homens, à porta das suas lojas, fumavam cigarros; além de satisfazerem o prazer, o hábito ou o vício, pareciam também combater o frio.

Nunca antes na minha vida tinha "fumado" tanto como naquela manhã! E eu que não sou fumador...

Imagine-se, agora, que alguém com poderes para decidir a cobertura da Rua da Junqueira ("eu vi uma coisa assim, em Mil…
De A a Z

Uma reflexão sobre as questões boas, menos boas e más, que ocorreram no ano de 2007, que agora findou, é talvez o melhor exercício para se contribuir para um ano melhor, em 2008.

Em boa verdade, deveria ser um exame de consciência, mas nem todos terão essa capacidade.
Fique-se, pois, pela reflexão.

As acções havidas, e as que se esconderam na omissão, estarão compreendidas nos limites largos do abecedário. Vão de A a Z.

Um bom ano de 2008.