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POEMA DOS NOSSOS DIAS

Nos tempos atordoados pela idiotice, que perpassam por nós, a voz do Poeta atravessa a minha cidade, e clama:

"Um contra o mundo, é pouco.
Mesmo que seja louco,
É muito pouco ainda.
Mas que pode fazer o homem que endoidece
E se esquece
De medir o poder do seu tamanho?
Ah, se houvesse um fotógrafo no céu
Que filmasse
Uma aventura assim, ridícula e perfeita!
D.Quixote sozinho
A combater as velas do moinho
Que mói, ronceiro, a última colheita."

( "A Luta", de Miguel Torga, in "Cântico do Homem")

Comments

CÁ FICO said…
Não Gosto de ler Miguel Torga... não me identifico com o mundo dele...Porém é bem menos árido que o mundo do "hispânico" Saramago
Quantas figuras hoje "quixotescas" não são amanhã enaltecidas pela coragem de remar contra a maré, de dizer "não" quando todos dizem "Amén", de ser vertical quando todos dobram a cerviz, enfim, de ter carácter, quando todos deixam embotar a dignidade sob o fascínio do vil metal.
Jorge said…
This comment has been removed by the author.
Um D. Quixote sozinho aqui, outro D. Quixote sozinho ali, outro acolá, mais outro ainda, e outro, e outro...

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PALAVRAS E SENTIMENTOS

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AS GUERRAS DOS OUTROS

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AMANHÃ, A MADRUGADA

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     Um raio de luz aponta a alvorada, a tão desejada alvorada.

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     É a madrugada do futuro prometido.