Skip to main content
A LISTA QUE DEU PRÉMIO

A informação, fresca e insuspeita, acaba de sair no semanário "A Voz da Póvoa" de hoje, 18.07.2007: a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim foi agraciada com uma Menção Honrosa pela Requalificação da Frente Marítima ( creio já ter lido isto o ano passado...), o que acontece pelo segundo ano consecutivo. "A valorização da frente marítima contemplou a prestação de uma série de serviços básicos (...) com o objectivo de proporcionar condições e qualidade a todos os veraneantes".

Vejamos o "menu" deste ano:

- Apoios de praia uniformizados com:
.WCs
.recepção e informação
.bar e zonas de sombra
.snack-bares
.restaurantes de elevada qualidade

- Ambiente:
.equipamentos para deposição selectiva
.ecopontos
.deposição indiferenciada
.cinzeiros
.campanhas anuais de sensibilização ambiental

- Mobilidade:
.rampas de acesso, lugares de estacionamento e sanitários para pessoas portadoras
de deficiência
.2 mini-bus (para o transporte gratuito de passageiros, entre os parques de
estacionamento e a zona da praia)

- Instalação de infra-estruturas:
.bibliotecas de praia
.actividades de entretenimento para crianças
.posto de informação turística na Esplanada do Carvalhido
.equipamento para a prática de modalidades desportivas

Esta lista valeu a atribuição do prémio, por parte do Grande Júri do Concurso, após cuidada verificação de cada item apresentado!

Para o ano volta-se a concorrer, de preferência com a mesma lista. Sai sempre!

Comments

CÁ FICO said…
como diria S: A:

"MAU NÃO É O PODER AUTÁRQUICO...
MAUS PODEM SER OS AUTARCAS NO PODER!
Apesar do carácter rotineiro deste galardão, eu não deixo de reconhecer mérito ao enquadramento paisagístico da orla litoral, aos melhoramentos que durante os anos recentes foram feitos; há que elogiar os aspectos positivos, para se ter credibilidade ao criticar os aspectos negativos. O seu a seu dono.

Se não fossem alguns casos de "salmonelite aguda"...

Popular posts from this blog

PALAVRAS E SENTIMENTOS

     Filho de um agricultor com uma plantação de amendoins, o pequeno Jimmy cresceu num são ambiente familiar, marcadamente religioso, e pobre: a casa onde cresceu não tinha água corrente nem electricidade. Na Geórgia, nos Estados Unidos da América.
     A escola abriu-lhe os horizontes que haveriam de o levar a conseguir a concretização do seu desejo maior: ser um Homem!
     E conseguiu.

     Sempre bom aluno, na universidade seguiu engenharia. Admitido à Academia Naval dos Estados Unidos, terminou o curso entre os dez primeiros, numa longa lista.
     Serviu nos submarinos. Mais tarde, entrou na área da advocacia.

     Não sendo homem de grandes falas, usava-as com o sentido preciso do juízo e do apreço, com genuíno sentimento, mas nem sempre bem compreendido.

     Cumprido o seu dever como militar e tendo dado todo o seu saber ao seu país, deixou a Marinha no posto de capitão-de-mar-e-guerra.

     Falamos de Jimmy Carter.

     Governador do Estado da Geórgia, candid…

A Saúde dos Outros

A SAÚDE DOS OUTROS

1. Depois da intervenção cirúrgica à outra anca, o prestigioso ortopedista, professor catedrático, elaborou o requerido relatório para avaliação do grau de incapacidade, a ser certificado por uma Junta Médica, como manda a lei. Aplicou-se a tabela em vigor: 65% de incapacidade motora.
     Uns anos depois nasceu uma nova versão da lei, neste particular da saúde, com diminuição nos parâmetros, para "maior rigor e transparência". Nova avaliação.
     Reunido o trio da Junta Médica (um clínico era muito novo), debruçaram-se sobre o novo relatório, semelhante ao anterior, e após algumas perguntas de circunstância e alguma cogitação, decidiram o novo grau de incapacidade: 62%!
     A continuar assim, qualquer dia o utente da saúde ficará em estado de novo e dispensa as próteses!

2. A professora tinha cancro há alguns anos, e estava a fazer tratamento. Notava-se claramente, e custava-lhe muito ter que enfrentar os seus alunos. Para além do sofrimento físico, tinha qu…

COUVES E TRAPOS

COUVES E TRAPOS

     Tive que esperar largos minutos até chegar a minha vez para comprar selos.
 À minha frente estava uma mulher do povo, fortalhaças, vestida de preto, e na casa dos cinquenta.
     Era impossível não ver nem ouvir a funcionária dos correios ir contando, e cantando, as notas que ia colocando no balcão: cem, duzentos, trezentos, quatrocentos, quinhentos...
     Fiz um esforço para não ouvir mais.

     Olhei à volta e calculei, pelo que vi, que devia ser dia de pagamento de pensões.

     Curiosamente, àquela mesma hora discutia-se no Parlamento - no nosso Parlamento - a questão ignominiosa dos contratos de trabalho precários e correspondentes vencimentos miseráveis, que atingem milhares de pessoas, muitas delas com formação superior; e, como se verifica, há deputados, alinhados com certo tipo de patronato, que ainda gastam o seu tempo a discutir este problema, que nos envergonha.

     Fiquei a matutar naquela cena passada nos correios. Aquela cara não me era estranha! Creio j…