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Showing posts from March, 2007
URBANISMO DOENTE

Se os planos urbanísticos não são respeitados, ou se até não existem quaisquer planos, pode-se dizer que o urbanismo está doente.
E para além dos males imediatos que isso a todos ( à maioria) acarreta, há um mal pior, que convém não esquecer: o mau urbanismo, resultante da incapacidade, da falta de abertura à população e de discussão pública, é prejudicial à Democracia.
Paulo Morais, professor universitário , manifestou na "VISÃO" (nº 733, de 22.03.2007), sobre isso, as seguintes opiniões:
"os pelouros de Urbanismo deveriam, em primeiro lugar, responsabilizar-se pelo planeamento do território em função do interesse colectivo";
"atente-se, por outro lado nos processos de revisão dos PDMs por esse país fora; averigue-se de quem são os terrenos que sofrem alterações de classificação de solos rurais para urbanos, sem o devido fundamento legal";
"muitas vezes, aqueles que são os gestores públicos estão ao serviço de lógicas par…
LIVROS

A propósito do que escrevi em 22.07.2007 sobre "O Inverno do Nosso Descontentamento" (será que algum dos nossos políticos já leu o livro?), segui o conselho de Mário J. Peliteiro e comprei, de Philip Roth, "O Animal Moribundo", que quase devorei. É de facto um livro de excepção, muito bem escrito e intenso; a franqueza que nos é apresentada em cada uma das suas 131 páginas é, por vezes, perturbadora. Salutarmente perturbadora.
Não conhecia Philip Roth. Agora já tenho na lista mais duas das suas obras.
Philip Roth foi distinguido com a edição deste ano do Prémio PEN/Faulkner, pelo seu livro "Everyman", e já tinha ganho o Prémio Pulitzer em 1979, e por duas vezes o National Book Award e o PEN/Faulkner Award. É, sem dúvida, um escritor a ter em conta.

Registei também a sugestão de "rouxinol de bernardim", ao indicar-me o livro "Educação como Prática de Liberdade", o que agradeço. Conhecendo o saber e a influência de Paulo Freir…
UMA FRASE

Saiu no "Público", de 23.02.2007, a seguinte frase, atribuída a Pascal, filósofo (1623-1662):

" escrevi esta carta mais longa do que é costume porque não tive tempo de a escrever mais curta"

Conhece-se a dificuldade em escrever de forma clara , concisa e precisa; e também se conhecem as razões ou os resultados das cartas longas e dos discursos compridos, que nada dizem. Daí o meu apreço pelo espírito (crítico?) contido nesta frase de Pascal.