Thursday, September 28, 2006
VAI ABRIR A CAÇA!
Revela hoje a SIC Notícias que o PS quer que o enriquecimento ilícito seja considerado crime.
O Parlamento vai preparar a necessária legislação.
Ora, isto não me parece nada de extraordinário. Um tal tipo de enriquecimento - ilícito - só pode ser obtido por roubo, traficância ou por actos de corrupção. Crime, portanto!
Se o PS está determinado a seguir em frente, como irão reagir os outros partidos políticos?
E por cá, o que pensarão desta medida os nossos políticos?
Tuesday, September 19, 2006
A ECONOMIA «CRESCE»
Neste fim de Setembro, três instituições bancárias (Santander Totta, Millennium BCP e Caixa Geral de Depósitos) efectuam leilões de «casas a preço de saldo», como noticiava a Revista «DIA D», nº52, de 15.09.2006, que informa que «a maior parte destes móveis são postos a leilão quando os proprietários não conseguem pagar as prestações mensais do empréstimo».
«Não se trata de penhoras», esclarece a empresa leiloeira, mas sim da entrega do imóvel ao banco resultante de uma negociação com o (antigo) proprietário. Sempre é mais consolador saber isso...
A maior parte das propriedades é constituída por apartamentos e moradias (378 !), a que se juntam 17 lojas, em geral nos subúrbios de Lisboa e Porto, que são as zonas onde «mora» uma menor capacidade financeira, sendo as populações afectadas pelas subidas das taxas de juro e pelo aumento do desemprego.
Sinal dos tempos que correm.
Enquanto lucra a banca, a desgraça mora ao lado!
Thursday, September 14, 2006
O PARQUE É UMA MINA!
O «Parque da Cidade» nasceu no tempo de Manuel Vaz, Dr., quando estava à frente da Autarquia. Foi há uma eternidade! A ideia foi agarrada pelo novo presidente, Macedo Vieira, Dr.; alguém lhe recordou que existia uma ideia..., e passou achamar-se projecto. O pulmão verde da cidade, para melhorar a qualidade de vida dos poveiros.
Já havia o lago da pedreira, que servia para brincar com barquinhos e pescar peixes distraídos. Traçar uns caminhos, plantar umas árvores, bancos aqui e além, num esquema arquitectado por quem percebesse alguma coisa, pouca, de parques: aí estava o princípio do Parque. Execução fácil e de baixo custo. Podia ter começado no dia seguinte a ter-se sentado no cadeirão do poder.
Ah! mas a tentação de todo aquele terreno, e doutros terrenos...
Passa o Parque da Cidade para o mandato seguinte; ganhou estatuto de bandeira eleitoral; constroi-se o Estádio Municipal, e basta por agora; o parque para o povo adia-se para o novo mandato (quem quiser utilizar um Parque da Cidade que vá até ao Porto ou fique-se por Vila do Conde).
Mas o Parque da Cidade há-de aparecer um dia, anos depois da apresentação pública do projecto, feito pelo próprio autarca, que agarrara a ideia. Obra essencial, como consta sempre do programa eleitoral; para melhorar a qualidade de vida dos poveiros.
Há prioridades que passam à frente das boas ideias antigas e dos projectos já anunciados e apresentados. Mais importante que o projecto do Parque da Cidade, para melhorar a qualidade de vida dos poveiros, são os projectos imobiliários.
Foi uma promessa (repetida uma vez, e outra, e outra), está portanto garantido: há-de nascer o Parque da Cidade, nem que seja só uma tabuleta, apenas com o nome.
O «Parque da Cidade» nasceu no tempo de Manuel Vaz, Dr., quando estava à frente da Autarquia. Foi há uma eternidade! A ideia foi agarrada pelo novo presidente, Macedo Vieira, Dr.; alguém lhe recordou que existia uma ideia..., e passou achamar-se projecto. O pulmão verde da cidade, para melhorar a qualidade de vida dos poveiros.
Já havia o lago da pedreira, que servia para brincar com barquinhos e pescar peixes distraídos. Traçar uns caminhos, plantar umas árvores, bancos aqui e além, num esquema arquitectado por quem percebesse alguma coisa, pouca, de parques: aí estava o princípio do Parque. Execução fácil e de baixo custo. Podia ter começado no dia seguinte a ter-se sentado no cadeirão do poder.
Ah! mas a tentação de todo aquele terreno, e doutros terrenos...
Passa o Parque da Cidade para o mandato seguinte; ganhou estatuto de bandeira eleitoral; constroi-se o Estádio Municipal, e basta por agora; o parque para o povo adia-se para o novo mandato (quem quiser utilizar um Parque da Cidade que vá até ao Porto ou fique-se por Vila do Conde).
Mas o Parque da Cidade há-de aparecer um dia, anos depois da apresentação pública do projecto, feito pelo próprio autarca, que agarrara a ideia. Obra essencial, como consta sempre do programa eleitoral; para melhorar a qualidade de vida dos poveiros.
Há prioridades que passam à frente das boas ideias antigas e dos projectos já anunciados e apresentados. Mais importante que o projecto do Parque da Cidade, para melhorar a qualidade de vida dos poveiros, são os projectos imobiliários.
Foi uma promessa (repetida uma vez, e outra, e outra), está portanto garantido: há-de nascer o Parque da Cidade, nem que seja só uma tabuleta, apenas com o nome.
Friday, September 08, 2006
CARTAS
«... espero que ao receber esta se encontrem todos de perfeita saúde, que nós cá ficamos bem, graças a Deus...»
Além das cartas de amor e desamor, entregues em mão ou pelo carteiro, há muitos outros tipos de cartas.
Carta de á-bê-cê, carta aberta, anónima, envenenada, carta branca;
Cartas de jogar;
Carta electrónica;
Carta constitucional, carta régia, carta de alforria;
Carta gastronómica (ou ementa), carta de vinhos;
Carta de piloto, mapa, carta de resposta, marítima, de navegação, de marear ou náutica, carta geral, carta de Mercator;
Carta geográfica, hidrográfica, de correntes, batimétrica, de ventos, de rumada, litológica, isófota, sinóptica, orobatimétrica;
Carta de corso (de marca ou de represália), carta de crença, carta partida ou de afretamento, carta de prego, carta credencial;
Carta de condução, de motorista, de marítimo, carta de instrução, carta patente, carta diploma, carta de curso;
Carta topográfica, carta celeste, carta polar;
Carta de intenções, carta estratégica;
Carta comendatícia (ou testemunhal), carta dimissória;
Carta de recomendação, de abono, de crédito, de reconhecimento;
Carta de encomenda, de saúde, de negócios, carta circular, de arrematação, de adjudicação;
Carta de intimação, de emancipação, de fiança, de meirinhado, de aforamento, de partilha, precatória, revocatória (ou revogatória), rogatória, testamentária, carta de privilégio, carta magna.
Apareceu recentemente um novo tipo de carta, da autoria do Dr. Macedo Vieira, presidente da Câmara: a CARTA DE CONFORTO; uma que lhe foi oferecida pelo CDS-PP (a acompanhar os valiosos estudos sobre a Av. Mouzinho), e outra que entregou ao sr. Padre José Gonçalves (sobre o terreno para o novo templo).
Será a Carta de Conforto almofadada e perfumada? Será lacrada?
Uma carta fora do baralho!
Tuesday, September 05, 2006
ESTACIONAMENTO: USOS E ABUSOS
Há o estacionamento pago, à superfície, que é uma árvore das patacas, e há o dos parques privados, pago, com tendência para a roubalheira.
Falo, agora, doutros géneros, que vemos por cá.
1. Espaços reservados para ambulâncias junto a clínicas e consultórios, com infrações sujeitas a coima e reboque.
Espaços reservados para a CMPV(vereadores) junto à CGD na Praça do Almada.
Espaços para a CMPV(ao lado da CGD, também na Pr. do A lmada.
Espaços com parquímetro, reservados para a CMPV, ao lado dos CTT.
Espaços reservados para as Finanças (Chefe e outros).
Estes e semelhantes espaços deviam indicar que a reserva é apenas em dias úteis (ou de funcionamento), e das tantas às tantas horas. Um cidadão que pretenda ser cumpridor, passa a ser artolas; se estacionar, usando a racionalidade, não escapará à fome da multa e à febre do reboque. Existe aqui um abuso dos direitos dos cidadãos e uma ofensa à sua inteligência.
2. A CMPV tem um parque privativo (com barreira), sendo as infrações sujeitas a coima e reboque, no parque do antigo quartel (aos fins de semana está vazio); tem espaços reservados na frente e ao lado da CGD, e junto aos «Serviços»(ao lado dos CTT). Como costumam dizer os «senhores», recriminando o «Zé»: «há pessoas que querem levar os carros até à porta do café ou do emprego».
3. Há carros que não são da Câmara mas utilizam os espaços a ela reservados porque têm o cartão «em serviço», com a rúbrica carimbada do presidente. Está mal!
4. Gostaria de saber:
a. com que direito utiliza um espaço reservado à CMPV a condutora dum topo de gama preto, não sendo funcionária da Câmara?
b. qual a justificação para o carro da NOTYPE (uma empresa que promove a imagem da CMPV), utilizar idênticos espaços? Os seus funcionários trabalham nos Paços do Concelho?
c. qual a razão para 1 lugar cativo da CMPV no topo norte da Rua António Graça, que existe há décadas, e onde nunca vi nenhuma viatura da Edilidade?
5. E se de usos e abusos no estacionamento mais haveria a dizer, para se ver a bagunça e o forrobodó que por aqui grassam, basta ter em conta o que foi descrito (e ilustrado) em «na ponta do cais»; leia-se e verifique-se in loco. Está lá!
Há o estacionamento pago, à superfície, que é uma árvore das patacas, e há o dos parques privados, pago, com tendência para a roubalheira.
Falo, agora, doutros géneros, que vemos por cá.
1. Espaços reservados para ambulâncias junto a clínicas e consultórios, com infrações sujeitas a coima e reboque.
Espaços reservados para a CMPV(vereadores) junto à CGD na Praça do Almada.
Espaços para a CMPV(ao lado da CGD, também na Pr. do A lmada.
Espaços com parquímetro, reservados para a CMPV, ao lado dos CTT.
Espaços reservados para as Finanças (Chefe e outros).
Estes e semelhantes espaços deviam indicar que a reserva é apenas em dias úteis (ou de funcionamento), e das tantas às tantas horas. Um cidadão que pretenda ser cumpridor, passa a ser artolas; se estacionar, usando a racionalidade, não escapará à fome da multa e à febre do reboque. Existe aqui um abuso dos direitos dos cidadãos e uma ofensa à sua inteligência.
2. A CMPV tem um parque privativo (com barreira), sendo as infrações sujeitas a coima e reboque, no parque do antigo quartel (aos fins de semana está vazio); tem espaços reservados na frente e ao lado da CGD, e junto aos «Serviços»(ao lado dos CTT). Como costumam dizer os «senhores», recriminando o «Zé»: «há pessoas que querem levar os carros até à porta do café ou do emprego».
3. Há carros que não são da Câmara mas utilizam os espaços a ela reservados porque têm o cartão «em serviço», com a rúbrica carimbada do presidente. Está mal!
4. Gostaria de saber:
a. com que direito utiliza um espaço reservado à CMPV a condutora dum topo de gama preto, não sendo funcionária da Câmara?
b. qual a justificação para o carro da NOTYPE (uma empresa que promove a imagem da CMPV), utilizar idênticos espaços? Os seus funcionários trabalham nos Paços do Concelho?
c. qual a razão para 1 lugar cativo da CMPV no topo norte da Rua António Graça, que existe há décadas, e onde nunca vi nenhuma viatura da Edilidade?
5. E se de usos e abusos no estacionamento mais haveria a dizer, para se ver a bagunça e o forrobodó que por aqui grassam, basta ter em conta o que foi descrito (e ilustrado) em «na ponta do cais»; leia-se e verifique-se in loco. Está lá!
Sunday, September 03, 2006
REFRESCOS DE FIM DE VERÃO
Para refrescar memórias, eis quatro xaroposos refrescos «servidos» por Macedo Vieira, Dr.,presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, em meados de Janeiro de 2004 (à distância de quase 2 anos das eleições autárquicas), durante uma entrevista pública comemorativa dos 10 anos de presidência, e organizada pelo «Póvoa Semanário/Radiomar»:
1º- «A Oposição tem o seu trabalho, mas vale o que vale. Nós temos sete vereadores e é a nossa opinião que predomina».
2º- «Eu sou sócio de uma empresa familiar que gere o nosso património, e se for preciso mais, até porque já estou há dez anos na Câmara Municipal e não vivo, nem queroviver da política».
3º- (respondendo à pergunta se acredita que os poveiros ainda estão cada vez mais com ele)
«Sinto-o na rua. Estou de consciência plenamente tranquila, até porque a Póvoa de Varzim, hoje em dia, tem padrões de qualidade de vida equiparados às cidades europeias».
4º- «No dia seguinte às eleições, encontrei um gabinete completamente vazio e sem que me tivesse sido transmitido qualquer dossiê relativo à Câmara Municipal. Nessa altura, sentei-me num sofá que aí estava, deitei as mãos sobre a testa e senti-me como se tivesse o mundo inteiro sobre as minhas costas, esperando mudanças».
Para refrescar memórias, eis quatro xaroposos refrescos «servidos» por Macedo Vieira, Dr.,presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, em meados de Janeiro de 2004 (à distância de quase 2 anos das eleições autárquicas), durante uma entrevista pública comemorativa dos 10 anos de presidência, e organizada pelo «Póvoa Semanário/Radiomar»:
1º- «A Oposição tem o seu trabalho, mas vale o que vale. Nós temos sete vereadores e é a nossa opinião que predomina».
2º- «Eu sou sócio de uma empresa familiar que gere o nosso património, e se for preciso mais, até porque já estou há dez anos na Câmara Municipal e não vivo, nem queroviver da política».
3º- (respondendo à pergunta se acredita que os poveiros ainda estão cada vez mais com ele)
«Sinto-o na rua. Estou de consciência plenamente tranquila, até porque a Póvoa de Varzim, hoje em dia, tem padrões de qualidade de vida equiparados às cidades europeias».
4º- «No dia seguinte às eleições, encontrei um gabinete completamente vazio e sem que me tivesse sido transmitido qualquer dossiê relativo à Câmara Municipal. Nessa altura, sentei-me num sofá que aí estava, deitei as mãos sobre a testa e senti-me como se tivesse o mundo inteiro sobre as minhas costas, esperando mudanças».
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