Thursday, June 29, 2006

ESPAÇOS VERDES
A revista «Visão», de 15 de Junho, apresentava a seguinte questão, em letras bem gordas:
«Porque é que Lisboa continua a ser uma das poucas cidades europeias onde não existem praças, com árvores frondosas e bancos de madeira, onde possamos descansar?
É verdade que continua o «assalto» generalizado aos espaços verdes (onde couber um loteamento...), mas perante a pergunta (de alarme?), consultei um mapa recente da capital e pareceu-me que a coisa não está tão mal assim: ainda têm o Parque de Monsanto (o pulmão de Lisboa), o Jardim Botânico, as árvores (de grande porte) da Avenida da Liberdade, etc. Mas se levantam a questão, é porque tem havido razia.
Pior, muito pior, é o que se passa por estas bandas.
P.S. - Não escrevi durante uns tempos, porque se partiu o lápis! Mas agora já está novamente afiado...

Sunday, June 11, 2006

Medalhas e Comendas

Esta é a época de medalhas e comendas, de público reconhecimento aos portugueses que, nas mais diversas áreas de actividade, se têm distinguido por actos continuados de dedicaçaõ a causas nobres e pelo trabalho valoroso a favor do progresso do país e da humanidade.
A data escolhida é o Dia de Portugal, que abraça os feitos lusos de antanho e os sentimentos que ligam os portugueses espalhados pelo mundo. É um dia maior na vida nacional, que agora se celebra sem o aparato militarizado e falsamente participativo do povo bom e ingénuo que dantes enchia o Terreiro do Paço.
Agora somos nós que prestamos a nossa homenagem àqueles que por actos valorosos se distinguiram; fazêmo-lo por intermédio do Presidente da República, que nos representa, e se baseia nos elementos indicados por um grupo de conselho e na linha de princípios que o próprio estabelece.
Pode o desconhecimento das individualidades ou instituições levar-nos à discordância, que será relevada quando as justificações forem conhecidas. Acontece, algumas vezes, que o cidadão distinguido é-o por mérito próprio e também porque simboliza a profissão a que pertence. Não esqueço a imagem que vivamente retenho daquela professora do ensino básico, já idosa, condecorada num 10 de Junho, pela extrema dedicação que devotou ao ensino, geração após geração, e que o Presidente da República pretendeu (como foi dito), por seu intermédio homenagear todos os professores que dedicam a sua vida à missão nobre de valorizar os portugueses.
Por seu turno, quem recebe o louvor público é um de entre outros, que igualmente o mereciam, mas cabe-lhes ser, e com honra, o guardião da homenagem que nós, os seus concidadãos, lhe prestamos.

Monday, June 05, 2006

Dia do Ambiente

Por ser o Dia do Ambiente, recordamos aqui as duas principais matanças de choupos e plátanos que ocorreram na nossa cidade. A primeira, há alguns anos já, aconteceu numa operação surpresa na Praça João XXIII, com os protestos dos pássaros que ali tinham o seu habitat, e de quase todos os moradores que por vários meios expressaram na altura a sua revolta.
A justificação esfarrapada dada pelo comandante da operação de abate foi a de que as raízes das árvores entravam pelas garagens e canalizações dos prédios, mas crê-se que foi para acalmar os ânimos e o susto de um compincha que um dia sentiu as raízes a treparem pela sua sanita. Coisas do diabo!
A segunda matança, esta de perigosos plátanos, sucedeu há poucas semanas na Praça Luís de Camões. Neste caso, as queixas foram de duas espécies: as alergias que o algodão das árvores provocava nos alunos da Escola Secundária Rocha Peixoto, e de um morador que, com tão frondosas copas, não conseguia enxergar a vizinha do lado oposto, sempre que ela à noite se desnudava.
Disse o vereador ambientalista do nosso município que esta última operação visou satisfazer as muitas queixas de alunos daquela escola, pelas alergias que as árvores lhes causavam. Não explicou o engenheiro-civil vereador quantas das queixas de alergias foram confirmadas por médicos alergologistas. Mais fácil que certificar-se da veracidade das queixas e das causas das alergias foi abaterem-se as árvores, mas ficaram algumas para protegerem dos ares marítimos as que entretanto forem plantadas, mais conformes com a noção de árvore citadina (e essas que ficaram não causam alergias?).
«O plátano pode causar uma doença alérgica, mas é pouco provável», afirma o director do serviço de Imuno-Alergologia do Hospital de Santa Maria. E acrescenta ainda o clínico: «é preciso ter atenção, provar que as alergias são provocadas pelos plátanos; não se vá abatê-los sem ter essa certeza».

Saturday, June 03, 2006

«GENTE NÃO É CERTAMENTE...»

À fauna inverterbrada que por aí rasteja, como restos de sociedade, e que inclui:
-imbecis
-cobardes
-mentirosos
-impostores
-oportunistas
-corruptos e seus amigos,

dedico esta frase de DON WOOD,escritor:

«A ESTUPIDEZ É ETERNA... MAS A IGNORÂNCIA PODE CORRIGIR-SE»