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PRÉMIO NOBEL DA PAZ

Para surpresa de muitos - bom sinal de mudança - o Prémio Nobel da Paz 2006 foi atribuído ao economista MUHAMMAD YUNUS. Regozijo-me com tão justa distinção.

Não fez apelos à Paz no mundo das pessoas que fazem as guerras, e delas tiram proveito.
Preferiu vestir os pobres com a dignidade a que têm direito os seres humanos, e oferecer-lhes os fios de esperança para uma réstia de felicidade.

Fundador do Banco Grameen, no Bangladesh, criou o programa do Microcrédito que permite desenvolver oportunidades sociais e económicas entre os mais pobres.
O economista dos pobres, como é chamado, lançou as sementes que promovem a Paz.



Presto a minha homenagem a Muhammad Yunus, com estes versos de Miguel Torga:



Foi a mão como um ralo a semear
Que me disse que sim, que acreditasse;
Que a vida era um poema a germinar,
E portanto cantasse! (1)

Chamo por ti, de manso,
Numa ordeira canção;
É uma ponte de sonho que te lanço...
Passa por ela, irmão! (2)

(1)«Sementeira»; (2)«Cântico Fraterno»)

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     Na montra da loja de produtos de beleza e higiene (perfumes, sabonetes e alimentos para gatos), a folha branca A4 anuncia, em letra bem desenhada: "Precisa-se de Colaboradora".
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