sextante poveiro
Saturday, December 03, 2011
UM CONGRESSO 100 %
No "congresso das freguesias" - ANAFRE -, em que o ministro "bandeirinha" Miguel Relvas pretendia vender o seu peixe (basicamente consistindo na eliminação/junção de freguesias), verificou-se esta coisa espantosa: metade dos congressistas abandonou a sala, e a outra metade manifestou-se contra a (triste) ideia!
Na prática, estão todos contra! E eu, que não sou delegado, também sou contra.
O "processo" começou por baixo, isto é, pela base (eram favas contadas para o patriótico ministro), e deu no que deu. Falta ainda vir o resto da "encomenda", mas para já podemos festejar.
Assim se começa a arrepiar caminho!
Wednesday, November 23, 2011
O ADEUS AOS POLÍTICOS
Honra àqueles poucos que, agora e noutros tempos, souberam dignificar a Política. Fizeram História e ficaram na História. Políticos que serviram o seu país com inteligência, dedicação, sacrifício e honestidade.
Para os outros, fracos políticos, nem os bons exemplos lhes servem. Na primeira linha dos seus pensamentos está o acautelar o bem-estar próprio e o das suas seitas, à custa do esforço abnegado daqueles que, confiadamente, os elegeram, porque se vive em democracia; e, para tanto, de tudo se servem: da mentira, da falta de ética, do não cumprimento do juramento que prestaram pela sua honra.
Por mais que tente corrigir erros meus, para não ser injusto na avaliação, não encontro desculpas - nem perdão - para tamanhos aviltamentos.
Nem o prenúncio de uma Pátria em perigo lhes acarreta alguma humildade e um mínimo de arrependimento! A minha, a nossa Pátria, não é a deles. É difícil conviver - e muito menos suportar - tal espécie de gente!
Poucas armas me restam para fazer valer o meu descontamento e a minha revolta.
Amanhã, mostrarei a minha indignação!
Tuesday, October 25, 2011
REUNIÃO DE CAFÉ
Hoje há reunião do Conselho de Estado, presidida por Sua Excelência o Senhor Presidente da República.
Será uma espécie de assembleia magna do PSD, com outros elementos que pouco ou nada contam.
Antes do início dos trabalhos (?!) deverá ser guardado um minuto de silêncio em sinal de tristeza pela ausência do ex-Conselheiro Dias Loureiro, amigo do peito do Senhor Presidente, o qual se encontra a trabalhar (sempre a trabalhar...) em Cabo Verde e talvez noutras paragens.
Ao lanche serão servidas bolachas Maria.
Da reunião não se espera nada. Uma tarde perdida.
Saturday, October 15, 2011
SINAIS: VIVA A CORRUPÇÃO!
"Tenho a honra de informar V.Exª que o assunto apresentado mereceu desta Inspecção-Geral a melhor atenção, e, considerando a sua relevância, serão efectuadas com brevidade as necessárias investigações".
Sinais positivos!
Os organismos deste género foram criados para zelarem pelo interesse do bem comum, denunciando os abusos, os desvios, a má gestão dos dinheiros públicos, etc., que as leis a seu tempo julgariam.
Depois da mais que longa espera, e encharcados até à medula pela "lama política", chegou uma carta:
"Relativamente ao assunto em referência, tenho a honra de informar V.Exª que a escassez de recursos com que se debate esta Inspecção-Geral não tem permitido efectuar as investigações anunciadas".
Sinais negativos!
Soube-se agora que um dos tais organismos, a IGAL - Inspecção-Geral da Administração Local - fechou as portas, não fosse dar-se o caso de uma qualquer autarquia vir a ser incomodada.
Extinta, sem explicações! Luz verde para a corrupção!
Sinais negros!
O Inspector-Geral, que nem fora sequer avisado, só teve uma hipótese de se mostrar cidadão: publicar um escrito, recriminando a atitude dos governantes, louvando o esforço dos seus colaboradores, e antevendo o engrossar (ainda mais) desregrado das teias tentaculares semelhantes às dos cefalópodes octópodes.
"A acção de fiscalização, incómoda para os fiscalizados, era feita através de inspecções de rotina às autarquias e através de denúncias de cidadãos que sentiam os seus direitos atropelados pelas autarquias locais.
Pela calada, uma poderosa associação de autarcas, não encontrou outra solução, para perder o medo, que não fosse a extinção da IGAL".
Não têm faltado, por todo o lado, celebrações de grande regozijo.
(N.B. - por um qualquer erro informático, que não pude resolver, este texto não saiu como eu desejaria que fosse editado, pelo que apresento as minhas desculpas; todavia, o texto não foi corrompido, ou corrupto).
Saturday, October 01, 2011
UM CONTO CURTO
Este conto é pequenino. É um contito. Temos que aprender a ser poupados, até nas palavras.
António era casado com a Ana. Eram o Tone e a Tonha, assim se tratavam eles, carinhosamente. Conheceram-se ainda nos bancos da escola. Eram catraios.
São gente simples, do povo: nasceram no meio do povo, viveram com o povo e trabalharam para o povo. Agora, cada um vive da sua reformazita.
À hora da ceia, de pantufas e roupão, diz o Tone, meditabundo:
- Tonha, lembras-te daquela vez que fomos aos Açores, no passeio dos idosos, e vimos aquelas vaquinhas simpáticas que sorriam para mim?
- Então não me havia de lembrar, Tone. E tu até parecia que falavas com elas. Estavas mesmo feliz e contente da vida.
- Por falar de animais, Tonha, é pena termos poucos pássaros na gaiola.
- Lá isso é! Podíamos era comprar uma vaca, comia a erva do jardim e tu andavas entretido, tone.
- É um bom conselho, Tonha.
Monday, September 19, 2011
NO SUPERMERCADO, O POVO !
À minha frente, na caixa do supermercado, a mulher asseada, com ar de desânimo e de raiva contida, colocou no tapete rolante o que tinha posto no grande cesto das compras: um quase nada! Para além duma embalagem de pão, duas de esparguete e uma de arroz, um pacote de leite (em "promoção"), três latas de salsichas (das mais baratas) e uma embalagem pequena de iogurtes de marca branca, a filha, dos seus dez ou onze anos, com ar asseado, trazia ao colo uma garrafa de água pequena, que não largava, como se fosse um tesouro.
Na hora de pagar, a mulher abriu o porta-moedas e quase não encontrou dinheiro; despejou tudo o que lá tinha e foi contando: não chegava para pagar tão pouca coisa!
Devolveu uma lata de salsichas, que foi insuficiente para saldar o total; devolveu a segunda, que também ficou aquém; a terceira , e última lata, foi para trás. O operador de caixa deu uma ajuda, contando as moedas, que ainda pecavam por defeito: os iogurtes ficaram na loja.
A miúda conseguiu salvar a garrafa de água; talvez a leve amanhã para a escola, para substituir o almoço!
À minha frente, na caixa do supermercado, a mulher asseada, com ar de desânimo e de raiva contida, colocou no tapete rolante o que tinha posto no grande cesto das compras: um quase nada! Para além duma embalagem de pão, duas de esparguete e uma de arroz, um pacote de leite (em "promoção"), três latas de salsichas (das mais baratas) e uma embalagem pequena de iogurtes de marca branca, a filha, dos seus dez ou onze anos, com ar asseado, trazia ao colo uma garrafa de água pequena, que não largava, como se fosse um tesouro.
Na hora de pagar, a mulher abriu o porta-moedas e quase não encontrou dinheiro; despejou tudo o que lá tinha e foi contando: não chegava para pagar tão pouca coisa!
Devolveu uma lata de salsichas, que foi insuficiente para saldar o total; devolveu a segunda, que também ficou aquém; a terceira , e última lata, foi para trás. O operador de caixa deu uma ajuda, contando as moedas, que ainda pecavam por defeito: os iogurtes ficaram na loja.
A miúda conseguiu salvar a garrafa de água; talvez a leve amanhã para a escola, para substituir o almoço!
Monday, September 12, 2011
POLÍTICOS? UMA MERDA!
Sílvio Berlusconi, Primeiro-Ministro italiano, acusado de algumas coisas e acossado por todo o lado, fartou-se e abriu-se num desabafo: "a Itália é uma merda"!
Não seria propriamente o seu país - a bela Itália - o destinatário de tanta raiva, mas sim os políticos que lhe trocam as voltas e o desamparam nos momentos de maior aflição. Uma corja, é o que pensa Il Cavalliere, que está, ele próprio, há muitos anos incluído na classe.
Em cada País (ou Região) há um "Sílvio", mesmo calado, e, com algumas variantes, o desabafo acaba por ter cabimento: há sempre um ponto comum. Nisto, a Europa parece uma "União".
Há necessidade premente de políticos de elevada craveira, dignos da nossa admiração, e os poucos que conhecemos já não dispõem de espaço porque os tais (tantos!) "políticos" não deixam.
Sílvio Berlusconi, Primeiro-Ministro italiano, acusado de algumas coisas e acossado por todo o lado, fartou-se e abriu-se num desabafo: "a Itália é uma merda"!
Não seria propriamente o seu país - a bela Itália - o destinatário de tanta raiva, mas sim os políticos que lhe trocam as voltas e o desamparam nos momentos de maior aflição. Uma corja, é o que pensa Il Cavalliere, que está, ele próprio, há muitos anos incluído na classe.
Em cada País (ou Região) há um "Sílvio", mesmo calado, e, com algumas variantes, o desabafo acaba por ter cabimento: há sempre um ponto comum. Nisto, a Europa parece uma "União".
Há necessidade premente de políticos de elevada craveira, dignos da nossa admiração, e os poucos que conhecemos já não dispõem de espaço porque os tais (tantos!) "políticos" não deixam.
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